Felipe dos Santos triste com o Nove de Julho não disputar o Amador em 2017 - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Felipe dos Santos triste com o Nove de Julho não disputar o Amador em 2017

01/02/2017

Felipe dos Santos triste com o Nove de Julho não disputar o Amador em 2017

Entre todos os integrantes do Nove de Julho, um está bem triste. Trata-se de Felipe dos Santos, que comandou o time na Série A do Campeonato Amador desde 2010, mas nesta temporada não estará a frente do time da Vila Ana, já que o clube pediu licença do futebol amador de Jundiaí em 2017 devido a problemas financeiros.

“O meu sentimento é de tristeza. Nunca foi tão difícil tomar uma decisão, mas montar qualquer plantel só para não perder a vaga não faz parte do DNA da nossa equipe que prioriza qualidade e atletas competitivos”, contou o treinador em conversa com a reportagem do Esporte Jundiaí.

No Nove de Julho, Felipe se doava, não sendo apenas treinador. “Lá eu não era apenas técnico, representava em reuniões, fazia contato com as atletas durante a semana era roupeiro. Então tomava muito do meu tempo não só no domingo, mas no decorrer da semana”, contou.

Felipe dos Santos chegou em 2009 ao Nove de Julho como auxiliar-técnico de Castelo. Naquela temporada o clube conquistou o título da Série B e o acesso a série superior. No ano seguinte, Felipe foi conduzido ao cargo de treinador e desde então ficou. Ele comandou o Nove por 108 jogos na Série A do Amador de Jundiaí, com 40 vitórias, 32 empates e 36 derrotas, terminando com aproveitamento de 47% dos pontos conquistados. Por quatro vezes, Felipe levou o Nove de Julho aos playoffs: 2011, 2012, 2014 e 2015, sempre caindo nas quartas de final. Em jogos eliminatórios na elite jundiaiense, o treinador já participou de oito partidas com 2 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. Felipe ainda comandou o Nove de Julho na Copa Aramis Polli de 2015, na qual o time foi campeão com 100% de aproveitamento nos oito jogos que disputou.

Felipe conta que a saída do Nove de Julho do Amador tem a ver com a “semiprofissionalização” que está ocorrendo. “O Amador de Jundiaí é um semiprofissional. Ninguém quer jogar por consideração o amor a um time do bairro. O cara quer grana para assinar e por jogo ainda. Manter um plantel de 22 jogadores nesses moldes é muito difícil. Patrocínio difícil para arrumar até porque o campeonato perdeu credibilidade com as últimas gestões que foram pavorosas”, afirmou.

O treinador pode continuar no Amador nesta temporada em outro clube, mas apenas se for para pensar dentro das quatro linhas. “Se eu receber um convite para ser técnico que tenha que se preocupar apenas com cada jogo e não ter outras funções, pensarei com carinho”.

Thiago Batista – Esporte Jundiaí; foto: Thiago Batista