Fininho participa de coquetel do Circuito Solidário e adora iniciativa - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Fininho participa de coquetel do Circuito Solidário e adora iniciativa

10/02/2017

Fininho participa de coquetel do Circuito Solidário e adora iniciativa


O ex-tenista e atual comentarista da modalidade Fernando Meligeni participou nesta quinta-feira do coquetel dos, que ocorreu no Tênis Clube. Mais de 600 pessoas prestigiaram o evento, que teve como objetivo apresentar a estratégia do circuito, sua agenda e celebrar Circuitos Solidário e Amigos do Tênis oficialmente o início das etapas para 2017. No coquetel ocorreu a venda do livro escrito por Meligeni – o “6/0 – Dicas do Fino”, de Fernando Meligeni, com parte do valor arrecadado no Tênis Clube doados para o projeto #SomosTodosSolidários.

“Ele não é apenas um jogador, o Meligeni é também um show-men, super gente boa e simples”, contou o presidente do Tênis Clube, João Luís Tomazzoni de Oliveira. “O Fernando Meligeni ele participa de dois eventos bancados por um dos patrocinadores deles por ano, e um deles é aqui. Ele não cobrou nada de cachê para participar aqui, mostrando a credibilidade do nosso projeto”, declarou Marcelo Salles, idealizador do projeto.

Salles conta que o circuito começou em maio do ano passado, apenas com o Circuito Solidário – modalidade na disputa de duplas. Até o momento 10 etapas já foram realizadas, com seis cidades já tendo recebendo o evento. Até o momento 1.450 atletas foram inscritos com R$ 41.400 arrecadados para as instituições. “A nossa intenção com o Circuito Solidário e o Circuito Amigos do Tênis é expandir de maneira nacional o projeto, e em 5 anos arrecadar R$ 1 milhão”, contou Salles. Durante o coquetel foi anunciado que a cidade Alphaville vai receber uma das etapas de 2017 do circuito. Outra novidade foi o lançamento do Circuito Amigos do Tênis – disputa individual, com algumas diferenças em relação ao Circuito Solidário (conferir quadro abaixo as diferenças).

Circuito Solidário
Circuito Amigos
Disputa em duplas
Disputa individual
50% da inscrição de cada dupla por etapa é doada a instituições
100% da anuidade + R$ 10 da inscrição de cada atleta de cada etapa são doado a instituições
Dura entre 1 ou 2 semanas
Dura 3 semanas

100% do valor arrecadado para a realização de um churrasco no último final de semana de cada etapa é doado

Fernando Meligeni, o Fininho, como é carinhosamente chamado no mundo do tênis falou sobre os Circuitos Solidário e Amigos do Tênis e também sobre o tênis brasileiro e mundial. Confira abaixo o que o ex-tenista falou à imprensa:

Participar do evento – Circuito Solidário e o Circuito Amigos do Tênis
“Sempre falo que eu não consigo distinguir de um evento de tênis. Ele é abrangente, com gente de 8 a 80 anos jogando. Tem gente rica jogando, e quem não tem dinheiro atuando. Quando vou aos eventos de tênis, são eventos de tênis. Eles têm focos diferentes em cada um, públicos diferentes, mas importante é colocar gente jogando tênis e a molecada interagindo, mas é gratificante estar aqui com bastante gente”.

De onde pode sair os tenistas no Brasil
“No Brasil acha que o cara está no interior não pode jogar. Mentira, os grandes nomes viram do Rio Grande do Sul, hoje do interior de São Paulo. Tem que fazer bom trabalho e com caras competentes, e pode ser de qualquer cidade”.

Quadra olímpica de tênis recebendo evento de vôlei de praia
“É um legado que não pode perder. A Confederação vai assumir colocou ontem. Mas o que vai fazer, como gerir e tal. Mas não pode perder tempo e a gente briga por isso e não deixar estas oportunidades passar. Perdemos já a oportunidade do Guga quando era número 1 do mundo, perdemos a oportunidade do Correios quando patrocinou. Poderia ter mais lugares públicos para jogar. Mas quando a crítica vem é geral”.

O Circuito Solidário com mais de 300 inscritos
“Eu acho que por um lado é um grande cala-boca que o tênis não é popular. Quando faz algo bem feita, com começo, meio e fim, e planejamento, consegue resultados absurdos no tênis. Pessoas que jogam tênis no Brasil é absurda. Mas diferente de 20 anos que eram em clubes e academia, hoje tá pulverizado, com gente jogando em condomínio. Os professores hoje estão nos condomínios. Temos que abrir nossa cabeça, a sociedade mudou, e o tênis mudou. Quando tem muita gente jogando evento, mostra a competência”

Ídolos no esporte atualmente
“Esporte é feito de ídolos e de referências. O bom quando pensa que vai acabar com Agassi e Sampras e poderia ocorrer na modalidade, aparecerem Nadal, Federer, Murrray e Djocovic. Quando eles saírem, tem outros com uma molecada comendo bola. A única coisa que vai alternar o cara é carismático ou não. Perdemos o Guga, e perdemos pelos dois lados, pelo carisma e pelos resultados técnicos”

Contato com o jundiaiense Júlio Silva no Circuito Profissional
“Julinho era uma sarna. Ele era dos piores para pegar. Considerava chato para jogar e o Julinho me olhava no espelho. Limitado tecnicamente, mas com um coração grande e oito pernas, corri para caramba. Era uma prazer, tinha uma diferença de idade, e quando jogava com ele era veteranos já e enfrentava um garotão. Respeite o Julinho pela história, mas mais pela maneira que atuava e o engajamento na quadra. Sabia o que queria, corria atrás e era legal treinar e jogar com ele. Agora se eu jogar é capaz de perder, pois no circuito de máster está sempre ganhando”.






Thiago Batista – Esporte Jundiaí; fotos: Thiago Batista