Rafael Porcari analisa arbitragem de Paulista e Atibaia, que teve 43 faltas - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Rafael Porcari analisa arbitragem de Paulista e Atibaia, que teve 43 faltas

09/02/2017

Rafael Porcari analisa arbitragem de Paulista e Atibaia, que teve 43 faltas

Gostei muito da atuação do árbitro Rodrigo Batista da Silva (apesar de um importante erro, motivado pelo bandeira). Jovem árbitro, seu primeiro jogo na Série A-3 e o terceiro em campeonatos profissionais. Tem “panca” e mostrou serviço em jogo difícil de se apitar e chato de se assistir. Aliás, extremamente faltoso!

Boa postura, corre e se posiciona bem em campo com a bola rolando, exceto em alguns momentos da partida, quando poderia estar mais próximo das jogadas diagonais de ataque, mas faz isso (esse distanciamento) por confiar bastante nos bandeiras que são muito qualificados. Porém, a única sugestão no quesito “posicionamento”: se aproximar mais das jogadas na lateral do campo. Já com a bola parada, precisa corrigir o erro de dar as costas para o batedor (isso tem sido constantes com os árbitros mais jovens).

Soube deixar a partida fluir (quando possível) fazendo boa leitura de jogo, como, por exemplo, aos 14 minutos, aplicando muito bem a lei da vantagem após Ingro (Paulista) sofrer a falta de Bruno Bertucci (Atibaia) e a bola sobrar para Brendon (Paulista).

O jogo foi repleto de faltas. Com 22min30, já tínhamos 17 faltas! O primeiro tempo foi, em faltas cometidas, Paulista 16×14 Atibaia, sendo 4 cartões amarelos para o Paulista e 1 para o Atibaia (faltou um cartão amarelo para o time visitante por conta do rodízio de faltas). No jogo: 23 a 20). Nos momentos de nervosismo e bate-boca entre os atletas, usou muito bem a advertência verbal, e quando necessário, aplicou o cartão amarelo. Só algo a evitar: o “excesso de conversa” com os jogadores, acontecido em alguns momentos no segundo tempo (muito menos faltoso do que o primeiro tempo, embora truncado).

Tecnicamente, marcou o necessário (vide o número de faltas) e não marcou as faltas “forçadas”, inexistentes e cavadas. entretanto, quando Jailton (Paulista) protegia a bola dentro da área, seu adversário Bruno Leandro (Atibaia) “tentou o bote” e o atacante se jogou. Da cabine da Rádio Difusora entendi que não foi pênalti e o árbitro também não. Porém, foi visível que o bandeira Eduardo Marciano informou a infração ao juiz, que demorou um pouco para marcar. Errou, prejudicando o Atibaia nesse lance (o tiro penal foi cobrado para fora por Radsley).

O árbitro tem grande potencial. Fisicamente, lembrou bastante Flávio Rodrigues de Souza (inclusive no estilo de arbitragem). É necessário trabalhá-lo.

Por Rafael Porcari – Ex-árbitro de futebol profissional e analista de arbitragem da Rádio Difusora