Thiago Batista: Porque os clubes do interior de São Paulo não peitam a FPF? - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Thiago Batista: Porque os clubes do interior de São Paulo não peitam a FPF?

20/02/2017

Thiago Batista: Porque os clubes do interior de São Paulo não peitam a FPF?

O final de semana do futebol brasileiro ficou marcado pelo que ocorreu no Atletiba, o principal clássico do futebol paranaense. A bola simplesmente não rolou em Curitiba, porque a Federação Paranaense de Futebol (cuja sigila é FPF) não deixou sob a alegação que profissionais de imprensa não estavam credenciados e “eram corpos estranhos” ao jogo. Os jornalistas eram da transmissão conjunta dos dois times no Youtube, o que a Federação não gostou nem um pouco, já que ambos os clubes  Na verdade, a não assinaram contrato de suas partidas serem transmitidas pela televisão. O que ocorreu na capital paranaense poderia ser seguido pelos clubes do interior de São Paulo em relação a Federação Paulista de Futebol (que a sigla é.... FPF). Não apenas nas questões de direitos de transmissão, mas pontos mais importantes a serem discutidos no futebol paulista.

Um exemplo: porque as Séries A-2 e A-3 do Estadual precisam necessariamente ter 16 clubes, com a Federação deseja? Qual é o problema a Segunda e Terceira Divisões do Paulistão terem 24 times? Nenhum.... Você ainda ouvirá muitos dirigentes reclamarem que 6 clubes rebaixados nas duas séries é muita coisa?

Outro ponto: porque o ingresso das Séries A-2 e A-3 tem que custar no mínimo R$ 20? Qual a justificativa para um preço tão alto, sendo que pelo menos em um mês um time joga seis partidas como mandante? Porque as Séries A-2 e A-3 do Paulistão tem que ter muitos jogos durante meio de semana entre fevereiro e abril, e depois clubes ficam parados até 4 meses para voltar a jogar? Para que tanta pressa para acabar uma competição, sendo que times da Segunda e Terceira Divisões poderia jogar 1 vez por semana.  

Porque a Federação cobra dos clubes o exame anti-doping (5mil por jogo), se pagam altas taxas de filiação, e a entidade a cada jogo tira 5% da renda bruta para levar aos seus cofres. Se a FPF, ainda fomentasse o futebol por todo o estado, ninguém iria reclamar, mas pelo contrário, não fomenta o futebol, ao contrário a cada ano, diminui o número de participantes na última divisão estadual.

Os clubes precisam entender, que sem eles, uma Federação não existe. Os dois grandes de Curitiba já entenderam isso. Os clubes do interior de São Paulo poderiam mostrar o seu poder, que sem eles não há Série A-2 para ser vendida para uma emissora de televisão fechada, e uma Série A-3 que é melhor que muitos Estaduais de 1ª divisão do Brasil. Os caipiras no interior têm a faca e o queijo na mão, pois juntos podem ter mais poder que os grandes da capital (mais o Santos). Mas os dirigentes dos clubes do interior do estado, em cada reunião na entidade, principalmente em discussões sobre regulamentos do Estadual e Copa Paulista, somente sabem dizer uma palavra: “Amém!”.


Por Thiago Batista

Jornalista e responsável pelo Site Esporte Jundiaí