Dyego Coelho sobre ser treinador: “A adrenalina do futebol é gostosa” - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Dyego Coelho sobre ser treinador: “A adrenalina do futebol é gostosa”

11/05/2017

Dyego Coelho sobre ser treinador: “A adrenalina do futebol é gostosa”


Por Thiago Batista – Esporte Jundiaí
Foto: Thiago Batista

Dyego Coelho, ou simplesmente Coelho, é bastante identificado com o Corinthians. Revelado nas categorias de base do clube, ele atuou no clube entre 2003 e 2006. Conquistou os títulos paulista de 2003 e Brasileiro de 2005 pelo Timão. Depois atuou em grandes clubes do Brasil como Atlético Mineiro (ganhou dois títulos mineiros – 2007 e 2010), no Bahia (campeão estadual em 2012) antes de encerrar a carreira como atleta em 2014, no Atlético Sorocaba. Em 2015, começou a sua carreira trabalhando nas comissões técnicas da base do Corinthians, primeiro como auxiliar e agora como treinador.

Atualmente, com 34 anos, ele comanda a categoria sub-20 do Corinthians, na disputa do Campeonato Estadual. E ele gosta de desafios no futebol e por isso preferiu encarar a carreira de ser técnico. “Por causa dessa loucura, temos que fazer bom trabalho e gosto de ser desafiado. Terminei carreira muito cedo, e queria por queria passar o que tive, e não tinha outro lugar pois gosto deste ambiente e gosto de ser desafiado. A adrenalina do futebol é gostosa. Preferia estar ajudando, mas como não consigo mais jogar, prefiro ajudar de outra maneira”, contou ele, em entrevista a reportagem do Esporte Jundiaí, após o jogo da sua equipe contra o Red Bull Brasil, nesta quarta-feira, no Jayme Cintra (empate por 1 a 1).

A igualdade poderia ter sido vitória, se a equipe de Coelho não sofresse um gol próximo dos acréscimos da partida. “É ruim o gol sofrido no final do jeito que foi a partida. Hoje em dia precisa de campo qualificado, mas conseguimos impor nosso ritmo, princípios do jogo, apesar do gramado, mas fica gosto ruim, pois estávamos conquistando os 3 pontos e deixamos escapar no fim”, disse.  “Conhecia esse gramado, mas não esperava que estivesse tão ruim. Bom a gente se acostumar neste campeonato, pois é assim, e tem que se adaptar. A gente tem uma estrutura boa lá, e não estamos acostumados a ter campo assim. São meninos técnicos e inteligentes. E o Red Bull foi prejudicado por ser um time de passes, e ter uma escola e filosofia que admiro de propor sempre o jogo”, completou.

Coelho voltará a Jundiaí no dia 17 de junho, quando o Corinthians vai encarar o Paulista pela 7ª rodada do Estadual. Ele não espera uma partida com clima de final, em virtude do Galinho não ter jogado a decisão da última edição da Copa São Paulo de futebol júnior, por ter sido excluído, em virtude do caso Brendon/Heltton Martheus. “O que aconteceu lá trás foi ruim no futebol. Procuramos esquecer o que passou. São outros jogadores e campeonato, e no Estadual temos que fazer pontos. Não tem nada de final de Copa São Paulo e já passou. Se o Paulista encarar como final, a gente tem que estar preparados. Sabemos que será um jogo difícil”, afirmou.

O treinador perguntando se na base o importante é conquistar títulos ou revelar jogadores, não pensou duas vezes em responder: “Não dá para escolher no Corinthians, clube muito grande, responsabilidade de revelar. Se a base for boa, a gente vai revelar e conquistar títulos. Trabalho começa no sub-10 e vem subindo para ter essas duas situações no clube. Não tem como escolher, tem que fazer um bom trabalho”, disse. “Os jogadores já entendem o que digo e falo, que vivi aqui dentro. Só acho que as coisas precisam voltar e elas já estão voltando a criar homens, e precisam responsabilidade de homens, antes de virar atletas e está ocorrendo”, finalizou.