Para os árbitros, o Brasileirão começou nesta sexta-feira. “1ª rodada” foi em Jundiaí - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Para os árbitros, o Brasileirão começou nesta sexta-feira. “1ª rodada” foi em Jundiaí

05/05/2017

Para os árbitros, o Brasileirão começou nesta sexta-feira. “1ª rodada” foi em Jundiaí


Por Thiago Batista – Esporte Jundiaí
Fotos: Thiago Batista

Para os árbitros paulista do quadro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o Campeonato Brasileiro teve início nesta sexta-feira, na pista de atletismo do Bolão. Cerca de 35 árbitros participaram do teste válido para definir se o árbitro ou auxiliar poderiam participar do Brasileirão nas Séries A, B, C e D ou não. O teste consistia de 6 tiros de 40 metros em 6seg10, e 40 tiros de 75 metros em 15seg e 25 metros de caminhada no máximo 20seg. Este método de teste é novo, seguindo norma atualizada da FIFA.

José Henrique de Carvalho (de terno)

Segundo José Henrique de Carvalho, membro da comissão de arbitragem da Federação Paulista, apenas participaram árbitros aptos a participar dos testes. Um grupo de 15 árbitros entre lesionados e juízes escalados para apitar as finais da Série A-1 e A-2 e a 1ª rodada da semifinal da Série A-3 do Paulistão ficaram de fora. Eles irão participar do re-teste, dentro de aproximadamente um mês. “O teste é que dá a apitidão de poder atuar”, contou José Henrique, que lembra que os árbitros durante a semana participaram de uma jornada técnica da CBF onde foram avaliados.


Sobre o teste ser na pista do Bolão, em Jundiaí, José Henrique de Carvalho, fez elogios a estrutura. “Aqui temos todo o apoio da Unidade de Esporte e Lazer de Jundiaí, com o Toninho da ARAD (Associação Regional de Arbitragem Desportiva) que nos dá todo o suporte necessário. Além do mais, a pista aqui é de excelente qualidade’, disse ele. Jundiaí recebe testes da arbitragem desde 2012. Algumas vezes as avaliações foram feitas em Campinas ou na pista do Ibirapuera, na capital paulista. “Jundiaí tem um clima muito agradável, a estrutura muito boa, a pista é excelente, os vestiários e banheiros são ótimos. E muito bacana os testes serem aqui”, disse Fábio Rogério Baesteiro, árbitro assistente da Federação Paulista há 14 anos.

Fábio Rogério Baesteiro
A árbitra Regildenia de Holanda Moura, participou do teste. Ela conta que pela 10ª vez esteve realizando a avaliação em Jundiaí e este ano desejava passar no teste para apitar jogos masculinos. “O teste consiste em saber se a gente está preparado ou não para apitar, se não fica de fora das escalas”, conta. A profissional que tem 42 anos, para passar no teste faz academia 3 vezes por semana e ainda faz um trabalho físico com um professor no Grande ABC (ela mora em São Bernardo do Campo).

Regildenia de Holanda Moura
Ela que é autônoma, gostaria de viver apenas da arbitragem. “Para mim a arbitragem deveria ser profissional, pois teríamos melhores condições de se preparar e melhor se preparar. O correto seria ser profissional e viver somente da arbitragem”, contou Regildenia, que neste 1º semestre esteve apitando na Copa São Paulo de futebol junior, Brasileirão e Paulistão feminino, apitando 16 jogos no total, sendo o último dois dias antes do teste, pelo Campeonato Nacional feminino, em Rio Preto (Rio Preto x Foz Cataratas-PR).


Fábio Rogério Baesteiro, de 36 anos, nesta temporada esteve atuando nas quartas de final da Série A-1 do Paulistão e na semifinal da Série A-2 do Estadual. Para ele o teste é mais tenso que uma partida oficial. “Eu pessoalmente sofro de ansiedade mais pré-teste do que antes de uma partida. Às vezes é mais nervoso do que estar participando de um jogo decisivo do Campeonato Brasileiro”, contou ele, que sentiu mais facilidade no novo protocolo de arbitragem da FIFA. “Mas é pouca coisa mais fácil, pouca coisa”, completou ele, que treina durante semana, ao mesmo onde procura dedicar-se a família e fazer ainda pós-graduação, além de exercer a função de professor de educação física.



Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, de 40 anos, desde 1999, é integrante do quadro de arbitragem da FPF, e para ele estar treinando condiciona o árbitro a passar na avaliação. “É um novo teste onde a gente está se adaptando, principalmente nosso sistema fisiológico”, disse ele, que faz seus treinamentos adaptando a sua rotina como professor de educação física – como funcionário público e na escolinha de futebol que possuiu. Ele gostou do novo sistema. “É um teste que exige mais intensidade de saída e a gente ter mais força. A FIFA faz estudos para deixar os testes cada vez mais próximos da realidade do jogo”. 

Rodrigo Ferreira Guarizo do Amaral