Rafael Porcari: Análise da arbitragem de Daronco no clássico deste sábado no Morumbi - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Rafael Porcari: Análise da arbitragem de Daronco no clássico deste sábado no Morumbi

27/05/2017

Rafael Porcari: Análise da arbitragem de Daronco no clássico deste sábado no Morumbi

Por Rafael Porcari – comentarista de arbitragem da Rádio Difusora

Para o Choque-Rei do próximo sábado às 19h no Morumbi, apitará Anderson Daronco, o gaúcho que está indo para o seu 3o ano no quadro da FIFA. Nesta temporada, Daronco apitou somente uma partida em competições nacionais: a derrota do São Paulo no Morumbi para o Cruzeiro pela Copa do Brasil (2 a 0). Em 2016, apitou 26 jogos nacionais, sendo 3 jogos do Palmeiras (que venceu 2 e empatou 1) e 4 jogos do São Paulo (que venceu 1 e perdeu 3).

Com 36 anos e 1,88m, o bom (mas não excepcional) árbitro, Professor de Educação Física e ex-jogador de handebol, nascido em Santa Maria, tem se destacado pelo porte físico avantajado. Isso ajuda a impor respeito. Tecnicamente: apita bem, com alguns repentes de excelência e outros de deficiência. Disciplinarmente, é comedido nos cartões e procura usar do seu porte físico para ajudar nas advertências verbais. Me lembra muito (falando do seu estilo de arbitrar) o Pierluigi Colina, que era um árbitro dentro da média dos demais, mas se tornou uma personagem carismática, caricata e simpática no mundo do futebol).

Como curiosidade, à Revista Veja, deu uma entrevista na qual disse não ter medo de nada, exceto de… aranhas! Desejo boa sorte ao Anderson Daronco no difícil clássico que apitará, pois, afinal, Dudu (SEP) está visado no Morumbi pelos outros jogos em que se criou um clima ruim entre torcedores nas redes sociais (como Dudu versus Tolói, por exemplo, que muitos são-paulinos não esqueceram).

Aproveitando a citação de que o árbitro é “fortão”, remeto à uma prática ruim das Comissões de Arbitragem: Armando Marques, por exemplo, gostava de árbitros grandes (quanto maior, para ele, melhor). Sérgio Correa da Silva tinha o hábito de buscar árbitros fora dos centros principais para “integrar o Brasil pelas escalas de arbitragem”. Coronel Marinho já declarou que escalará os melhores de cada estado (mesmo que sejam de longe), e continua com a política dos “árbitros bombadões”. Seguindo tal lógica, seria impossível termos na 1a divisão árbitros da estatura de Paulo César Oliveira, por exemplo. Afinal, a “qualidade do árbitro” é só um pequeno detalhe…