Basquete feminino: Susan revela: “Eu reagi a notícia muito triste, chorei muito” - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Basquete feminino: Susan revela: “Eu reagi a notícia muito triste, chorei muito”

13/06/2017

Basquete feminino: Susan revela: “Eu reagi a notícia muito triste, chorei muito”

Susan
Por Thiago Batista – Esporte Jundiaí / Fotos: Thiago Batista

O Colégio Divino Salvador anunciou nesta terça-feira a sua saída como principal patrocinador e mantedor do projeto de basquete feminino de auto-rendimento em Jundiaí. Com isso, colocou em xeque a manutenção das equipes sub-19 e adulto na cidade. A comissão técnica recebeu a notícia da saída da instituição do projeto na segunda-feira e ficou a cargo dos treinadores Luís Cláudio Tarallo e Jair Tavares de comunicar o assunto as atletas. Algumas jogadoras reagiram a notícia de maneira muito triste. A ala Susan, foi uma.

“Eu reagi a notícia muito triste, chorei muito em pensar de que tudo que eu e minhas amigas de time podemos encerrar nosso ciclo de tantos anos juntas. Não somos só um time, somos uma família, os nossos técnicos Tarallo e Jair nos ensinaram coisas que não só como atletas, mas sim como pessoa, em ter e ser exemplo para alguém”, contou a jogadora, em entrevista ao Esporte Jundiaí.

"Foi uma notícia muito triste para todas nós, saber que um projeto de 49 anos pode correr risco de ter fim. Para muitas atletas, não só neste time mas em muitos outros o basquete e uma forma de evoluir na vida de conquistar coisas, pois a maioria de nós, como eu por exemplo, vem de classe média baixa onde na maioria das vezes os pais não têm condição de arcar com os custos do estudo e de uma faculdade", contou a ala-pivô Mari Dias.

Mari Dias
“Reagi com muita tristeza, O Divino era o nosso maior patrocinador, que arcava com a maioria dos gastos com o time, e já estávamos em uma situação complicada antes. Agora sem o Divino fica mais difícil. Esperança de continuar o projeto e o time é o que não nos falta”, disse a armadora Carla Lucchini.

Carla Lucchini com técnico Tarallo
Jair Tavares, atualmente auxiliar-técnico de Tarallo nas equipes sub-19 e adulto, também abordou a tristeza sobre a saída do Divino do projeto. “Fica uma sensação de tristeza muito grande por todos os momentos que vivemos com o Divino. São 12 anos desde que retornamos e tivemos muitos bons momentos lá dentro”, contou.

“Ficamos muito tristes, foi um choque. Nós não estávamos esperando! Somos uma família, jogamos a bastante tempo juntas e é triste acabar assim! Vamos fazer de tudo para não deixar a história do basquete feminino morrer assim. Mesmo sendo do Rio grande do sul, sinto-me como Jundiai fosse minha casa! O que na verdade é, pois foi aqui onde conquistei muitos títulos, tive grandes aprendizagens com técnicos extraordinários, fiz muitos amizades e onde ainda espero seguir uma carreira como jogar de basquete”, expressou o seu sentimento a ala Gabriela Soares.

Gabriela Soares
Susan disse que as atletas agora também irão lutar para a equipe de basquete feminino da cidade não acabe. “Vamos lutar até o fim para não deixar o nosso time acabar. Temos fé e esperança, pois são 49 anos de basquetebol em Jundiaí, e creio que é muita judiação acabar com tudo assim”, afirmou. A jogadora deseja que o seu futuro seja na Terra da Uva. “Meu futuro é que até existir basquete em Jundiaí. Eu quero estar aqui, quero defender a camisa 11 de Jundiaí até onde não der mais. Se não der, saberei que fiz o meu melhor. E em relação a ir para outros times, não sei, ainda não caiu muito a ficha ou a possibilidade deu ir para outro time”, disse.

Jair Tavares e Tarallo
Nascida em Jundiaí, Carla Lucchini, teme pelo fim da equipe, mas que também irá lutar até o último segundo para manter o projeto. “Temo sim, mas se caso acontecer, vamos ter lutado e tentado reerguer o projeto de todas as maneiras possíveis. Não vamos jogar a toalha!”, contou. Eu e o time vamos nos focar nos treinos e jogos, fazer o possível para sairmos campeãs dos campeonatos e torcer para que novos patrocinadores ajudem o projeto, ajudem a manter o time, completou.

“Quanto ao futuro, temos pessoas que estão nos ajudando a tentar manter o projeto, que sabemos ser difícil também pela situação financeira do país e tudo mais”, contou Jair. “Esse é um lugar que eu amo, e que não pretendo deixar, pretendo lutar até o fim com o nosso time, em busca de patrocinadores que possam nos ajudar nessa luta, não penso em um futuro fora daqui ainda, pois essa notícia é muito recente para todas nós. É muito triste, o que está em mente e fazer o máximo possível pra ajudar o nosso time a se reerguer", contou Mari Dias.

“O basquete proporciona a ter uma forma de se sustentar, de poder estudar, de ajudar a família e conseguir crescer na vida e ser bem-sucedida, já consegui muitas coisas com o basquete, não só aqui em Jundiaí mas também em Barretos que foi outro projeto que não conseguiu sustentar a categoria que eu estava, o que foi muito triste pois foi um dos motivos pelo qual sai de lá, minha cidade de nascença, onde eu nasci e vivi por 18 anos”, completou Mari.

Lembranças enquanto o Divino fez parte do projeto:
“Minhas lembranças pelo Divino sempre serão com sorriso no rosto, com momentos vividos que ninguém pode explicar quanta alegria foi e é para mim todos esses anos fazer parte dessa equipe. Como te disse, não se trata só de ser time, e sim de sermos família. Agradeço ao Colégio Divino imensamente, por ter segurado o time até agora, agradeço de coração por terem me escolhido para fazer parte dessa família e terem me beneficiado com grandes conquistas, grandes sabedorias, e sou imensamente grata ao Jair, e ao Tarallo!”, disse Susan.

“Todas as minhas lembranças relacionadas ao basquete têm o Divino junto. Comecei jogando no Dal Santo, mas logo fui para o Divino, foi lá que aprendi tudo o que sei, todas as minhas convocações para seleções eu estava jogando pelo divino, muitas amizades que tenho até hoje começaram enquanto jogava pelo Divino. Não tem como pensar em basquete de Jundiaí e não se lembrar do Colégio”, contou Carla Lucchini.