Clubes opinam sobre o terceiro cancelamento do início do Amador de Jundiaí - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Clubes opinam sobre o terceiro cancelamento do início do Amador de Jundiaí

03/06/2017

Clubes opinam sobre o terceiro cancelamento do início do Amador de Jundiaí


Por Thiago Batista – Esporte Jundiaí
Foto: Thiago Batista

A notícia do adiamento pela 3ª vez do Campeonato Amador de Jundiaí vem causando polêmica na cidade. Especialmente entre os clubes. Alguns times temem que a competição nas suas Séries A e B nem tenha bola rolando em 2017. Algumas equipes acham injusto ter que pagar a taxa de arbitragem.

Robson Assis, o Robinho, presidente do Real Pacaembu acredita que o problema atualmente tomou uma grande dimensão. “Não ter o campeonato seria muito grave depois de todos os esforços dedicados até aqui. Deveria fazer e acho que os clubes precisam ser mais ouvidos também”, contou. “Acho que os clubes mais tradicionais da cidade, através de seus diretores podiam sim fazer algo para decidir o futuro do campeonato. O que não pode em hipótese alguma é Jundiaí não ter o campeonato amador esse ano”, contou Marquinhos, treinador do CAM, do bairro do Medeiros.

“É uma palhaçada com os jogadores esse terceiro adiamento. Ainda temos o impasse de uma má administração da prefeitura, que só falam em corte, como ocorreu agora nos Jogos Regionais”, disse Diego Marques, do Mil e Quarenta. “Acho que o Campeonato Amador de Jundiaí, vem perdendo credibilidade, triste ver um dos melhores campeonatos da região e está numa situação deliciada”, contou Rodrigo Rocha, presidente do Vila Hortolândia.   

Para o vice-presidente da Ponte Preta, Laercio Pintor Rodrigues, está situação ocorreu na reta final do Amador do ano passado e seu clube recebeu tudo que foi gasto na oportunidade com a taxa de arbitragem, “O Serginho (presidente da Liga) prometeu devolver assim que o dinheiro entrar. Ano passado pagamos 11 arbitragens e ele devolveu o dinheiro não cobrando anuidade e as carteirinhas”, lembrou. “A situação deste ano ele tinha que ter falado antes e não na véspera do jogo, ele falhou em fazer isto. Pegou os clubes de calça curta. Nós já fomos clubes sem vendendo rifa de frango , para ajuntar 50 Reais para ir para o jogo , imagina R$ 150 do dia para noite”, contou.

Para o presidente do Real Pacaembu, o cancelamento da rodada deste final de semana era até esperado. “Esperávamos que isso fosse ocorrer, devido ao assunto envolvendo dinheiro, liga, Ministério Público e outras questões. Mas não achamos justo os clubes serem forçados a resolver um problema de terceiros e fica mais complicado quando consideramos que o clube amador precisa de ajuda financeira para pagar inscrição, uniforme e custos gerais. Com todas as despesas é inviável ainda ter que arcar com arbitragem de um campeonato inteiro”, contou. “Nosso clube não se recusa pagar, mas não achamos certo isso, porque foi falado em todas as reuniões que nenhum clube iria arcar com custeios de arbitragem”, lembrou Marquinhos, do CAM.

Kelson, presidente do Galácticos, disse que seu clube não tem condições neste ano de pagar a taxa de arbitragem. “Meu time mesmo não teria condição de custear a arbitragem. Para começar não temos nenhum patrocinador, e aí fica difícil tirar da boca das crianças para pagar árbitro. E quem pagaria do seu bolso”, questiona. O Vila Hortolândia teria que ver como ficaria sua situação para pagar a arbitragem. “Nós até concordamos em pagar a taxa, desde que sejamos reembolsados, pois não podemos arcar com os custos. Se a prefeitura não fizer o repasse, teríamos que ver as condições da nossa associação, pois arcar com R$600,00 por mês, não estaria previsto em nosso orçamento”, afirmou. “Conforme conversei com alguns outros dirigentes dos clubes não iremos pagar arbitragem”, disse Diego Marques, do Mil e Quarenta.  

O adiamento deste final de semana atrapalhou o planejamento de alguns clubes. “Mais uma vez os clubes são prejudicados pelo terceiro adiamento consecutivo, uma vez que já tínhamos feito todo nosso planejamento para este final de semana. O pior que o horário que tínhamos no nosso campo para fazer amistoso cedemos para outro time porque iriamos iniciar o Amador, contou Marquinhos, do CAM. “Nós do União Vila Hortolândia estamos indignados com tamanha falta de organização, acreditamos que tal situação já era prevista por eles”, contou Rodrigo Rocha, presidente do clube.          

Diego e Rodrigo também comentaram sobre o atual momento administrativo da Liga Jundiaiense “Serginho está tentando ser bem transparente no meu modo de ver, infelizmente como em qualquer outro lugar (emprego) tem pessoas para tentar difamar e criticar, mas se colocar uma dessas pessoas no lugar não faz também”, disse Diego. “Dentro da Liga assim como em outras instituições existem pessoas com boas e más intenções. Vivemos um momento político critico, onde a cada dia nos deparamos com situações como essa, enfim uma vergonha”, disse Rodrigo. Para Marquinhos, do CAM, poderia até mesmo haver uma mudança temporária na presidência da Liga. “A respeito da atual gestão da Liga, será que não caberia até um pedido de licença do atual presidente, até que esse processo que tramita no Ministério Público seja resolvido?”, conclui.

O adiamento – Na manhã desta sexta-feira, a Liga Jundiaiense de Futebol adiou pela 3ª vez o começo do Campeonato Amador. A competição estava prevista para começar logo no domingo seguinte ao Dia das Mães, dia 21 de maio. Mas a Liga ao divulgar a tabela adiou o começo para o último domingo de maio. Na semana passada, a Liga adiou pela 2ª vez o começo do Amador em virtude da demora da Federação Paulista em processar as fichas de inscrição dos atletas amadores da cidade.

Mas durante está semana a Liga anunciou que os clubes do Campeonato Amador teriam que pagar a taxa de arbitragem, em virtude de um processo público tramitar no Ministério Público, onde pretende-se apurar como foram gastos os R$ 92mil do custeio da arbitragem do ano passado. Joaci Ferreira, autor da denúncia, gostaria de saber se a verba destinada não foi possível cobrir todos os gastos. Serginho Aguiar defende que tudo foi feito de forma correta e que já prestou contas as autoridades responsáveis. A Prefeitura de Jundiaí em virtude do processo no MP, não pode liberar a verba para o custeio da arbitragem. Após a Liga Jundiaiense anunciar que os clubes das Séries A e B ter que pagar a taxa, algumas equipes ficaram revoltadas ameaçando não pagar e também não entrar em campo.