Thiago Batista: Gol fora, ranking, pênaltis. Porque não tempo extra ou prorrogação? - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Thiago Batista: Gol fora, ranking, pênaltis. Porque não tempo extra ou prorrogação?

09/02/2018

Thiago Batista: Gol fora, ranking, pênaltis. Porque não tempo extra ou prorrogação?



Essa semana as definições de classificados na Copa do Brasil e Libertadores em caso de empate no placar agregado do confronto de playoff (ou mata-mata como muitos adoram dizer, é já deveriam tirar este vocábulo de suas frases) poderiam ser da seguinte forma:
- Gol marcado fora de casa (algo bem ultrapassado)
- Ranking (questionável)
- Pênaltis (outro esporte)

Mas uma coisa muito melhor, que poderia definir um classificado a uma fase de um torneio de playoff (ou mata-mata) é completamente esquecido na América do Sul, e que valoriza o futebol na sua essência: a prorrogação, ou tempo extra como queiram. Parece que essa palavra não existe no dicionário do futebol sul-americano, o que é uma pena.

Quem gosta de futebol, gosta de ver jogo. É frustrante ver que a definição de um classificado foi no chamado gol marcado fora de casa. Uma regra bem ultrapassada, pois nos tempos de hoje, essa regra valoriza o time que joga retrancado em casa, com medo de tomar o gol na sua casa, e que faz na casa do adversário. E gostaria de saber a diferença de se marcar um gol seja dentro ou fora de casa. Gol é gol. Ele tem que valer apenas 1 ponto no jogo, e não ter um peso dobrado porque foi na casa do adversário. Não seria mais importante valorizar o gol dentro de casa? No futebol o mais importante é vencer, não interessa pelo placar. Eu até questiono saldo de gols definir um classificado nos playoffs.

O objetivo principal no futebol como acabei de escrever é vencer e não golear. Vitórias por 1 a 0 e 5 a 0 tem o mesmo peso: 3 pontos. E cada jogo tem um ritmo, uma história diferente. E juntar duas partidas em uma única é um erro sem tamanho. O certo – cada time ganhou uma – prorrogação para definir o classificado. Empatou no 1º tempo extra, mais prorrogação – pode até entrar em uma eventual 2ª prorrogação o gol de ouro para definir o classificado.

Definir um classificado no ranking é questionável. Pois sempre discutíveis os critérios e métodos. Quem cria o ranking, tem os seus critérios, que muitos podem não concordar. Para mim o melhor ranking para se definir um classificado seria a classificação do campeonato nacional do ano anterior. Seria o melhor parâmetro. Mas somar todas as competições nacionais – que nem todos os clubes disputam nos últimos cinco anos levam a algumas distorções. Eu ano passado achava uma boa, o ranking definir o classificado na Copa do Brasil, mas vendo jogos este ano percebi, que o time melhor ranqueado jogava retrancado, com medo de tomar um gol . Futebol não é para ter medo.

Mas o pior ainda é os pênaltis. É um outro esporte. Não é uma disputa coletiva e sim uma soma de uma disputa individual de um goleiro e um batedor. Futebol é coletivo. Alguém vai argumentar: mais gol de falta, não é individual, Mas para ocorrer a falta, teve alguma jogada coletiva. Futebol é coletivo. O individual pode aparecer dentro de um jogo, mas jamais deveria ser numa disputa de pênaltis.

Enquanto isso, bons jogos na América do Sul (lembro que o Brasil está incluído no continente), não são blindados com mais 30 minutos pelo menos, para se definir um classificado. A prorrogação é o método mais justo para se definir um classificado, caso o confronto tenha terminando na parte programada em empate no agregado (ou em igualdade caso seja jogo único). Até hoje lembramos do gol do Gotze – e que golaço! Por acaso nos pênaltis existe gol bonito? Por isso, mil vezes prorrogação!!!