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Se FPF seguisse regulamento, 4 clubes seriam excluídos da Série A-2

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Nesta segunda-feira (9), às 15h, na sede da Federação Paulista de Futebol ocorre o Congresso Técnico da Série A2 do Campeonato Paulista – edição 2.016. No encontro, a grande discussão será a exclusão do Atibaia e a entrada do Barretos na competição, por conta da cidade de Atibaia não ter um estádio para no mínimo 8.000 torcedores. Segundo o site da Federação Paulista, o estádio Salvador Russani, único na cidade para jogos da Federação, tem capacidade de 3.171. Com isso, o Barretos, 5º colocado da Série A3 entraria no seu lugar. Mas se a Federação cumprisse o seu regulamento ao pé da letra, outros três clubes correriam risco de exclusão do torneio, pelas suas cidades não ofereceram estádios com mais de 8.000 torcedores, conforme exige o regulamento geral das competições da entidade. Santo André, Velo Clube e Votuporanguense, pelos documentos oficiais no site da FPF não poderiam jogar a Série A2 de 2.016.

Se a Federação cumprisse ao pé da letra o seu regulamento, na Série A1, além do Água Santa que corre risco, outros dois clubes seriam excluídos da sua competição, por não terem estádios com no mínimo 10.000 torcedores de capacidade: Rio Claro e Oeste. O estádio do Rio Claro, o Augusto Schimidt, atualmente somente podem entrar 6.284 torcedores. Curiosamente a cidade tem dois estádios que não servem nem para a A2, já que o estádio Benito Agnello tem capacidade um pouco, 7.059 torcedores, mas não serviria para a “Segundona Estadual”.

O estádio do Oeste não serve nem para jogos da 4ª divisão Estadual (chamada pela FPF de Segunda Divisão), cuja a capacidade mínima exigida é de 5.000 torcedores. A capacidade atual do estádio dos Amaros, em Itápolis, é quase igual à do centro esportivo Francisco Dal Santo, em Jundiaí, que recebe apenas jogos do futebol amador de Jundiaí de torneios da Liga Jundiaiense e da Prefeitura e jogos das categorias de base do Paulista: 964.

O Água Santa pela lei fria da lei também não poderia jogar a “Segundona Estadual”, já que antes da reforma que está passando, o local tinha capacidade para apenas 4.738, segundo o documento publicado no site da Federação. O mesmo serviria para o Atibaia.

Pelo regulamento da FPF, Juventus e Independente teriam que jogar a Série A2 fora de suas casas, mas podendo jogar nas cidades-sede dos clubes. O Juventus não poderia mandar jogos na Rua Javari, cuja a capacidade é de apenas 4.211, mas poderia mandar suas partidas no Morumbi, Arena Corinthians, Allianz Parque, Canindé, Pacaembu e até mesmo no Nicolau Alayon, que tem capacidade para 10.723 e poderia receber jogos até da Série A1. Já o Independente poderia mandar seus jogos no estádio Major Levy Sobrinho, da rival Inter de Limeira, que pode receber até 18.000 torcedores.

Série A-1
Mínimo: 10.000 torcedores
Clube
Estádio
Capacidade
São Paulo
Morumbi
67.052
Corinthians
Arena Corinthians
47.605
Palmeiras
Allianz Parque
43.713
Botafogo
Santa Cruz
29.292
Mogi Mirim
Romildo Ferreira
20.161
Red Bull
Moisés Lucarelli
19.221
Ponte Preta
Moisés Lucarelli
19.221
Ferroviária
Arena da Fonte
19.000
XV Piracicaba
Barão de Serra Negra
18.000
Ituano
Novelli Junior
16.789
Capivariano
Arena Capavari
15.604
Santos
Vila Belmiro
14.675
Linense
Gilberto Siqueira
13.818
São Bento
Walter Ribeiro
13.772
São Bernardo
Primeiro de Maio
13.440
Osasco Audax
José Liberatti
12.787
Novorizontino
Jorge Biasi
12.398
Rio Claro
Augusto Schimidt
6.284 (Interd.)
Água Santa
Inamar
4.738 (Em reforma)
Oeste
Amaros
964

Série A-2
Mínimo: 8.000 torcedores
Clube
Estádio
Capacidade
Guarani
Brinco de Ouro
20.033 (Interd.)
Bragantino
Arena Nabi Chedid
15.010
Marília
Breno de Abreu
15.010
Mirassol
José de Campos Maia
15.000 *
Portuguesa
Canindé
14.592
Paulista
Jayme Cintra
13.905
Atlético Sorocaba
Walter Ribeiro
13.772
Monte Azul
Otacília Arroyo
13.100
Taubaté
Joaquim de Moraes
11.349
Penapolense
Tenente Carriço
10.000
São Caetano
Anacleto Campanella
10.000
Rio Branco
Décio Vitta
9.400
Batatais
Osvaldo Scatena
9.252
União Barbarense
Antônio Guimarães
8.246
Votuporanguense
Plínio Marin
7.464 (em reformas)
Velo Clube
Benito Agnello
7.059
Santo André
Bruno Daniel
7.000
Juventus
Rua Javari
4.211
Atibaia
Salvador Russani
3.171 (Interd.)
Independente
Agostinho Prada
3.067

Estádio onde clube manda suas partidas dentro da capacidade na série que disputará em 2.016
Estádio onde manda suas partidas fora da capacidade na série que disputará em 2.016, mas cidade-sede do clube tem estádio dentro da capacidade na série que o clube disputará em 2.016 e onde poderá indicar onde mandará seus jogos
Estádio onde clube manda suas partidas fora da capacidade na série que disputará em 2.016 e cidade não tem nenhum estádio dentro da capacidade mínima exigida pela série que o clube disputará em 2.016
* Segundo o Laudo de Segurança no Site da FPF, o Mirassol colocaria apenas 5.000 ingressos a venda por jogo em 2015, lavrando uma declaração que no campeonato de 2015 (a Série A-2), o limite de ingresso será de no máximo 5.000

Se a FPF seguisse o seu próprio regulamento como ficariam às Séries A1 e A2 para a temporada 2.016
Série A-1
Coloc. em 2015
Capacidade do estádio
Local
Santos
1º na A-1
14.675
Vila Belmiro
Palmeiras
2º na A-1
43.713
Allianz Parque
Corinthians
3º na A-1
47.605
Arena Corinthians
São Paulo
4º na A1
67.052
Morumbi
Ponte Preta
5º na A-1
19.221
Moisés Lucarelli
Red Bull
6º na A-1
19.221
Moisés Lucarelli
Botafogo
7º na A-1
29.292
Santa Cruz
XV Piracicaba
8º na A-1
18.000
Barão de Serra Negra
Osasco Audax
9º na A-1
12.787
José Liberatti
São Bento
10º na A-1
13.772
Walter Ribeiro
Mogi Mirim
11º na A-1
20.161
Romildo Ferreira
Ituano
12º na A-1
16.789
Novelli Junior
São Bernardo
13º na A-1
13.440
Primeiro de Maio
Capivariano
14º na A-1
15.604
Arena Capivari
Linense
16º na A-1
13.818
Gilberto Siqueira
Ferroviária
1º na A-2
19.000
Arena da Fonte
Novorizontino
2º na A-2
12.398
Jorge Biasi
Mirassol
5º na A-2
15.000
José Campos Maia
Independente **
6º na A-2 **
18.000 **
Major Sobrinho *
São Caetano
7º na A-2
10.000
Anaclatto Campanella
* Excluídos da Série A1, pela cidade não ter estádio para 10mil torcedores: Rio Claro - 15º na A1, Oeste – 3º na A2 e Água Santa – 4º na A2
** - Desde que jogue no estádio Major Levy Sobrinho, em Limeira, que tem capacidade de 18mil torcedores, contra os 3.067 do Agostinho Prada, da mesma Limeira

Série A-2
Coloc. em 2015
Capacidade do estádio
Local
Penapolense
17º na A1
10.000
Tenente Carriço
Portuguesa
18º na A1
14.592
Canindé
Marília
19º na A1
15.010
Breno de Abreu
Bragantino
20º na A1
15.010
Arena Nabi Chedid
Guarani
8º na A2
20.033
Brinco de Ouro
União Barbarense
10º na A2
8.246
Antônio Guimarães
Paulista
11º na A2
13.905
Jayme Cintra
Rio Branco
12º na A2
9.400
Décio Vitta
Atlético Sorocaba
13º na A2
13.772
Walter Ribeiro
Batatais
15º na A2
9.252
Osvaldo Scatena
Monte Azul
16º na A2
13.100
Otacília Arroyo
Taubaté
1º na A3
11.349
Joaquim de Moraes
Juventus ****
3º na A3
10.723 ****
Nicolau Alayon ****
Barretos
5º na A3
10.680
Fortaleza
Inter de Limeira
6º na A3
18.000
Major Sobrinho
Grêmio Osasco
8º na A3
12.787
José Liberatti
Nacional
9º na A3
10.723
Nicolay Alayon
São José
10º na A3
12.234
Martins Pereira
São José FC
11º na A3
12.234
Martins Pereira
Itapirense
14º na A3
10.509
Chico Vieira
* Excluídos da Série A2, pela cidade não ter estádio para 8mil torcedores, mesmo sendo “rebaixados” da Série A1 para A2: Rio Claro - 15º na A1, Oeste – 3º na A2 e Água Santa – 4º na A2
** Excluídos da Série A2, pela cidade não ter estádio para 8mil torcedores: Santo André – 9º na A2 e Velo Clube – 14º na A2
*** Não poderiam subir da Série A3 para a Série A2 pelas suas cidades não terem estádios com capacidade para 8mil torcedores: Votuporanguense – 2º na A3, Atibaia – 4º na A3, Primavera – 7º na A3 (capacidade do Italo Limongi é de 6.914), Sertãozinho – 12º na A3 (capacidade do Frederico Dalmazo é de 6.948) e Flamengo de Guarulhos – 13º na A3 (capacidade do Antônio Soares de Oliveira é de 3.800)
**** Desde que jogue em outro local em São Paulo, que não seja a Rua Javari – exemplo: Nicolau Alayon, com capacidade de 10.723

Regulamento geral das competições da Federação Paulista
Art. 33 - Os Clubes, para participação e garantia do direito de acesso, deverão possuir no município de sua sede Estádio próprio, alugado ou por qualquer outra forma cedido com prioridade de uso, com a seguinte capacidade e nível, de acordo com critérios definidos no Manual de Infraestrutura de Estádios da FPF, anexo a este RGC:
a) Série A1 - acima de 10.000 (dez mil) lugares e Nível 3;
b) Série A2 - acima de 8.000 (oito mil) lugares e Nível 2;
c) Série A3 - acima de 6.000 (seis mil) lugares e Nível 2;
d) Segunda Divisão - acima de 5.000 (cinco mil) lugares e Nível 1

§ 1º - Nos níveis previstos no caput deste artigo serão de cumprimento obrigatório, a partir de 01.01.2016.
§ 2º - Não será permitida a instalação de arquibancadas provisórias, a partir de 01.01.2016.
§ 3º - Os Clubes deverão cumprir a obrigação prevista no caput e nas alíneas “a” a “d” deste artigo até a data de realização do Conselho Técnico.
§ 4º - A violação da norma prevista no parágrafo anterior sujeitará o infrator às sanções do § 15º deste artigo, inclusive no que diz respeito à impossibilidade de utilização do estádio.

Thiago Batista – Esporte Jundiaí
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