Nivaldo Mosele, sobre a ausência do Estrela: “A velha guarda da Ponte São João irá sentir” - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: Nivaldo Mosele, sobre a ausência do Estrela: “A velha guarda da Ponte São João irá sentir”

09/03/2018

Nivaldo Mosele, sobre a ausência do Estrela: “A velha guarda da Ponte São João irá sentir”



O Estrela foi fundado em 5 de junho de 1965, e desde 1970 disputa o Campeonato Amador de Jundiaí. Nunca parou de disputar uma edição da Série A. Em 1971 foi campeão pela primeira vez na história, derrotando na época o grande bicho papão de títulos, o Comercial. Um dos jogadores que marcaram história naquela conquista foi Nivaldo Mosele. Sempre lembrado no Estrela, ele ficou triste com a ausência do Estrela no Campeonato Amador, em 2018, confirmada pela diretoria do clube na noite da última quinta-feira e noticiada pela reportagem do Esporte Jundiaí.

“Eu acho, será um divisor de águas na história do Amador. A primeira parada foi o Comercial, depois o Brasa, que disputava o Varzeano, mas teve pouco tempo, 15 anos, mas fez história no Amador. A velha guarda da Ponte São João irá sentir”, contou, em conversa com a reportagem do Esporte Jundiaí.

 
Nivaldo Mosele lembra da sua ida ao Estrela. “Eu jogava no Comercial, e fui em 1970 ao Estrela onde joguei até 1985. Atuei como jogador no clube até 1979 e depois como diretor e técnico Participei do título de 1971, quando o Comercial, grande rival na época, pagava bicho e a gente no Estrela tinha que lavar até a camisa. Era na raça. Chegou o Tioca, e o Difú e o Bidufa e vieram para o Estrela para ser campeão, junto com a molecada da Ponte São João”, contou.

Para Mosele, a história do Estrela é bastante ligada com a do bairro da Ponte São João. “Totalmente. Se confunde com a história do bairro, como também o Clube São João. O futebol da Ponte São João, desde que o São João parou com futebol é o Estrela”, disse.


Mosele lembra com carinho uma das grandes partidas da história do Estrela: quando venceu o Automóvel Clube por 31 a 1, placar que o time precisava para garantir vaga nas semifinais do 1º turno do Amador na época.  “Estava para disputar a última vaga para as semifinais do 1º turno o Estrela e o Comercial, em 1979. O Comercial iria jogar com Duratex no Primavera e no Pedro Raymundo a gente com o Automóvel. Iria decidir a vaga no saldo de gols. Automóvel era lanterna. Saiu boato no bairro que o Comercial tinha acertado tudo, que iria ganhar do Duratex e faria o saldo de gols. E para o Estrela não fazer saldo de gols, tinha acertado que o Automóvel iria endurecer e sair de campo”, lembra.

“Saiu uma Kombi no bairro e convocou até o bloco Estamos na Nossa a ir no Pedro Raymundo e foram mais mil pessoas ao centro esportivo da Vila Rio Branco. Automóvel foi com 11 atletas, técnico e massagista. Fizemos 1 a 0 com 5 minutos. Um jogador deles simulou a contusão. Quando ia sair do campo, a torcida fez a pressão, e ele ficou em campo. No intervalo, terminou 17 a 0 para o Estrela. Algumas pessoas do Comercial estavam vendo o jogo e quando ficaram sabendo ficaram enfurecidos. O jogo terminou 31 a 1. O Carlinhos Tafarello fez 14 gols. E eu não fiz gol no jogo. Mas na equipe, de veteranos só tinha eu e o Adil, o resto era tudo molecada. E a gente conquistou a vaga. O Comercial tinha certeza que iria se classificar. Depois a gente foi no Bar do Ênio fazer a festa pela conquista da classificação”.