Treinadores do vôlei jundiaiense lamentam a morte de Bebeto de Freitas - Esporte Jundiaí

13/03/2018

Treinadores do vôlei jundiaiense lamentam a morte de Bebeto de Freitas



Os treinadores das equipes de vôlei de Jundiaí lamentaram e muito a morte de Bebeto de Freitas, nesta terça-feira, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, vítima de infarto, aos 68 anos. Ele estava apresentando as dependências da Cidade do Galo, do Atlético Mineiro para a equipe de futebol americano do clube. Ele teve uma parada cardíaca e não resistiu. No Atlético Mineiro desde o começo do ano era diretor de administração e controle, sendo a sua segunda passagem pelo Galo Mineiro – a 1ª foi entre 1999 e 2001, sendo o manager do futebol, onde ajudou o Atlético a ser campeão mineiro e vice-campeão brasileiro, em 1999.

Bebeto de Freitas foi um dos mais importantes jogadores de vôlei do Botafogo, tendo conquistado onze campeonatos cariocas de vôlei consecutivos (de 1965 até 1975), além de ter defendido a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de 1976 em Montreal. Mas foi como treinador, que foi reconhecido na modalidade. Ele dirigiu a geração de prata do Brasil, nas Olímpiadas de Los Angeles, em 1984. Também comandou o Brasil nos Jogos Olímpicos, de Seul, em 1988. Depois foi para Itália onde comandou o Parma entre 1990 e 1995, conquistando cinco títulos italianos. Em 1996 foi convidado para dirigir a seleção italiana, onde levou a equipe a ser campeã da Liga Mundial de 1997 e do Campeonato Mundial de 1998 – eliminado o Brasil na semifinal.

Marcelo Henrique Pimentel
Marcelo Henrique Pimentel em poucas palavras expressou o seu sentimento. “Foi uma grande perda, o vôlei do Brasil deve muito ao Bebeto”, contou. 

Moacir Regra
Moacir Regra tinha muita admiração pela figura Bebeto de Freitas. “Foi uma pessoa que trabalhou muito pelo voleibol e depois foi ser dirigente. Foi uma pessoa onde a gente tinha muita admiração pela pessoa e profissionalismo”, declarou.

Ademir Zamboni
Para Ademir Zamboni, ele foi uma referência na modalidade. “Foi uma grande perda para o esporte principalmente para o vôlei foi com ele como técnico que o Brasil foi vice-campeão olímpico em 84 e abriu caminho para as gerações de ouro. Foi um excelente técnico, muito inovador para época e dirigiu a seleção italiana e foi campeão mundial pela Itália. E está no hall da fama como um dos melhores técnicos do mundo”, contou.

Carlos Calabresi
Carlos Calabresi foi pego de surpresa com a morte de Bebeto de Freitas. “Aparentemente ele não apresentava enfermidade, mas a vida é um sopro”, declarou. “Ele juntamente com outros foram de extrema importância para o crescimento do voleibol. Conseguiu um grande feito para época quando pensamos nas seleções que existiam. Aliás sua capacidade o credenciou a gerenciar grandes clubes de futebol, que do meu ponto de vista foi uma quebra de conceito e cultura futebolística”, completou.

Bebeto de Freitas “enfrentou” o Paulista como presidente do Botafogo – Além da sua reconhecida carreira no vôlei, Bebeto de Freitas foi presidente do Botafogo do Rio de Janeiro, entre 2003 e 2008. E o Paulista por três vezes foi adversário do Botafogo, quando Bebeto foi presidente do Botafogo. O Galo não venceu nenhuma vez, mas, porém, conquistou uma classificação na oportunidade sobre o Fogão. Foi na segunda fase da Copa do Brasil de 2005, quando Paulista e Botafogo empataram os dois jogos do confronto: 1 a 1, em Jundiaí, e 2 a 2 no Maracanã, com o Tricolor se classificando pela questão dos gols marcados fora de casa na oportunidade. O outro confronto entre Paulista e Botafogo na era Bebeto de Freitas na presidência do Fogão, foi na Série B do Brasileirão, em 2003, com o Fogão, ganhando, por 2 a 1, em Caio Martins.