#Futebol – Presidente do Fusion pede desculpas pelo ato que cometeu em jogo da Série B de Várzea - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: #Futebol – Presidente do Fusion pede desculpas pelo ato que cometeu em jogo da Série B de Várzea

30/07/2018

#Futebol – Presidente do Fusion pede desculpas pelo ato que cometeu em jogo da Série B de Várzea


Atualizado às 15h25

O jogo da Série B do Campeonato Amador de Várzea Paulista de forma lamentável. A partida foi encerrada pela equipe de arbitragem, em virtude de um ato racista, praticado por um dirigente da equipe do Fusion no jogo contra o Leopardo, neste domingo. Assim que o fato ocorreu, a equipe de arbitragem suspendeu a partida aos 12 minutos do segundo tempo. Detalhe: o Fusion vencia o jogo por 2 a 1. E após o jogo, o presidente Antônio Marcos da Silva, o Marquinho, conversou com a reportagem do Esporte Jundiaí, e admitiu o ato que ocorreu, disse estar com a consciência pesada e está arrependido pelo que fez.

Presidente do Fusion pede desculpas e diz o que ocorreu na sua visão
“Sou presidente do Fusion, aconteceu um fato que estou com a consciência pesada até agora. Não sou um cara racista. Minha mãe é negra. Meu irmão é negro e metade do nosso time é da raça negra. Eu respeito cada um deles, preto, branco, vermelho é tudo igual. O meu erro é ter chamado o juiz de negro safado. Ele nem ouviu em um primeiro momento, mas o técnico do Leopardo fez maior pressão, e diz ter gravado um vídeo. Eu fiquei bravo, porque o atleta do Leopardo deu uma voadora no nosso atacante na pura maldade e o juiz não deu nada, nosso time parou, inclusive o nosso goleiro e o árbitro deu o gol. Para mim aquilo foi inaceitável e perdi a cabeça sim. Não fui para cima do juiz, comecei a gritar do banco de reservas. O fato que o árbitro nem escutou, mas fizeram um muteira. A gente da Segunda Divisão não é valorizada, não temos patrocínio, temos dificuldade de ter um uniforme novo, e até mesmo remédio para algo essencial em um primeiro atendimento. Se o goleiro do Leopardo quebra o nosso atacante, como fica – sendo que ele acabou de ser pai”, relatou o presidente.

Antônio Marcos da Silva com sua mãe e sua irmã, que são da raça negra
“Perdi a cabeça sim, reconheço sim o meu erro. Depois fui ao árbitro, e olhar no olho dele e pedir desculpas. Estão falando abobrinha que o juiz chorou e etc, mas estão querendo inventar coisas. Eu sei que vou ser punido, estou ciente disso, mas estão querendo me colocar como monstro, mas não sou monstro. A gente não é perfeito. Estava de cabeça quente e fiz besteira sim. Fui ao árbitro não apenas pedir desculpas e sim pedir perdão”, completou.
 
Antônio Marcos com amigos
O lado do Leopardo
Antes, o Esporte Jundiaí conversou com Tedão, treinador do Leopardo, relatou o que ocorreu na sua visão. “Coisa muito feia, no esporte, que não deve acontecer. A gente jogava contra o Fusion, na Marajó, com o presidente do Fusion. Foi depois de um lance de falta na visão dele, mas todo mundo viu que não foi lance para pênalti, ele começou a xingar o juiz e a arbitragem de macaco e invadiu o campo e foi segurado pois estava partido para cima do juiz, com dois jogadores e um treinador o segurando, e ele chamando ele de macaco o tempo todo.  O pessoal da torcida ficou inconformado que o presidente do Fusion estava falando. Assim, o juiz parou o jogo, se reuniu o jogo depois e decidiu encerrar a partida aos 12 minutos do segundo tempo”, disse.


Tedão nesta segunda-feira em contato com a reportagem do Esporte Jundiaí disse que tem a filmagem do jogo, e alega que o foi bandeira que ouviu tudo, e que avisou a equipe de arbitragem. "Quando ouvi as ofensas não vi de imediato que era do Marquinhos só depois que vi que era ele, porém o bandeira escutou muito bem e disse que isso não podia acontecer. Quando filmei dá pra ouvir bem a torcida revoltada com o que estava acontecendo. É não foi por pressão nossa não que os nossos jogadores se resolveram depois do bandeira confirmar a injúria racial. Só consegui filmar quando ele já estava sendo retirado de campo porque o celular estava na bolsa, mas tem bastante testemunha", contou o treinador do Leopardo nesta segunda-feira. 

Definição do caso deve ocorrer nesta segunda-feira
Segundo o Esporte Jundiaí apurou junto a Unidade de Gestão de Esporte e Lazer da Prefeitura de Várzea Paulista, o caso será analisado nesta segunda-feira, quando se tomará conhecimento da súmula, o que pode resultar até na eliminação do clube dos próximos dois anos do futebol amador varzino, podendo retornar a jogar apenas em 2021 na 3ª divisão (Série C).