#Futebol – Mais 4 anos! Reinaldo Carneiro Bastos é reeleito presidente da FPF - Esporte Jundiaí Esporte Jundiaí: #Futebol – Mais 4 anos! Reinaldo Carneiro Bastos é reeleito presidente da FPF

30/08/2018

#Futebol – Mais 4 anos! Reinaldo Carneiro Bastos é reeleito presidente da FPF



Reinaldo Carneiro Bastos, 65 anos, foi eleito presidente da Federação Paulista de Futebol em Assembleia Geral Ordinária realizada nesta quinta-feira, na sede da entidade, em São Paulo. Eleito por aclamação pelos clubes e ligas do futebol paulista que estiveram presentes (Palmeiras não enviou representantes), Reinaldo Carneiro Bastos exercerá entre 2019 e 2022 seu primeiro mandato integral à frente da entidade -ele preside a FPF desde abril de 2015, após saída de Marco Polo Del Nero, que assumiu na época a CBF.

Quem da região pode votar
Duas entidades de Jundiaí e região poderiam votar, segundo a lista divulgada pela FPF de associações aptas a votar - http://2016.fpf.org.br/arquivos/201807/1676395127.pdf. E justamente os dois clubes profissionais da região poderiam votar – Paulista de Jundiaí e o Red Bull Brasil – que treina em Jarinu. Não foram divulgados se pelo menos um representante destas entidades esteve na votação - e de nenhuma associação.

As duas ligas amadoras da região registradas na FPF: a Liga Jundiaiense de Futebol e a Liga Itatibense, que estão registradas na FPF, não tinham direito a voto -

Reinaldo liderou a chapa “União Pelo Futebol”, que inclui os vices Fernando Solleiro e Mauro Silva, que compõem a diretoria atual da FPF. Foram eleitos para o Conselho Fiscal os membros efetivos Maria Paula Silva, a Magic Paula, ex-jogadora de basquete e presidente da Atletas pelo Brasil, José Carlos Cosenzo, promotor de Justiça e coordenador de Assuntos Estratégicos do MP, e Vanderlei Aparecido Pereira, ex-presidente da Ponte Preta; os membros suplentes são Rodrigo Benedito Tarossi e Carlos Alberto Amado Costa.

 Os pontos positivos
Em pouco mais de três anos à frente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos multiplicou a subvenção aos clubes de R$ 7,8 milhões para R$ 17,9 milhões (aumento de 129,3%), e aumentou de R$ 103 milhões para R$ 145 milhões as cotas e patrocínios para os clubes. Na atual gestão, também foi reformado o Estatuto da FPF, criou o Programa de Excelência, que premia clubes por suas gestões, renovou o quadro de funcionários da entidade.

“Em mais de três décadas atuando no esporte, a maior lição que tirei foi que o futebol só evolui com os clubes e federação unidos”, disse Reinaldo. “Começamos há pouco mais de três anos uma nova era na FPF, buscando a transparência, competência e excelência. Precisamos de todos juntos, com humildade e coragem para reconhecer e corrigir erros, buscar sempre o melhor”, contou.

Pontos negativos
O que a chapa dele chama de inovação ao alterar o Paulistão, de 20 para 16 clubes nas três primeiras divisões (Séries A-1, A-2 e A-3) é visto por muitos torcedores e jogadores do futebol paulista como ponto negativo, já que foram diminuídos postos de trabalho – especialmente na A-2 e A-3, que não conta com times com calendário cheio (com jogos do Brasileirão de fevereiro até dezembro).

A 4ª divisão (que teimosamente a Federação chama de Segunda Divisão) aumentou de clubes – 30 para 40, mas com o processo de diminuir o número de equipes nas três primeiras séries, fez receber clubes tradicionais do interior de São Paulo, com forte história na 1ª divisão (que participaram de Série B do Brasileirão) no período: São José, Paulista, Comercial de Ribeirão em 2018; e ano que vem terá as presenças de Marília, União Barbarense e Rio Branco de Americana. E tornou a 4ª divisão exclusivamente sub-23, tirando a chance de pelo menos 3 atletas acima de 23 anos de atuar a competição (fato que é discutido na justiça pelo sindicato dos atletas desde 2017).

Outra piora foi o inchaço na Copa São Paulo – de 104 times para 128, e aumentando em mais um jogo a quantidade para um clube ser campeão – de oito para nove – que devem ser jogados em 23 dias, o que deixa os atletas em alguns momentos sem chance de se recuperar do desgaste de uma partida para outra.

A piora também ocorreu para o futebol amador: na administração Reinaldo Carneiro Bastos foi extinta o Campeonato Paulista de seleções de ligas – que era um sucesso, já que para muitos atletas era uma verdadeira Copa do Mundo. O futebol feminino também não evoluiu na sua administração: em 2015 eram 14 equipes participantes no Paulistão das mulheres, a quantidade caiu para 13 em 2018.