#Futebol – Presidente do Paulista diz que parceria com libaneses não deve ocorrer - Esporte Jundiaí

08/09/2018

#Futebol – Presidente do Paulista diz que parceria com libaneses não deve ocorrer



O Paulista não deverá firmar uma parceria com um grupo de libaneses, com que havia começado as tratativas em maio. A reportagem do Esporte Jundiaí conversou nesta sexta-feira com o presidente Pepe Verdugo, antes do jogo do Galo contra o Itararé. Segundo Verdugo, o grupo gostaria de firmar uma parceria, tendo 100% de controle sobre o futebol, o que não é aceito pela atual diretoria do clube, o que praticamente descarta qualquer possibilidade de negócio.

Em 19 de maio, o radialista Adilson Freddo trouxe a informação na Rádio Difusora que o clube está em vias de fechar uma parceria com um grupo estrangeiro. O grupo é a Kah Sports, tem licença na Confederação Brasileira de Futebol para atuação (está no site da CBF, em lista publicada em 16 de abril de 2018). Desde 2017 estão operando no futebol brasileiro com jogadores jovens, em clubes grandes do Brasil, nas categorias sub-11, 13, 15 e 17 – casos de Palmeiras, Atlético Mineiro, Santos, São Paulo e Cruzeiro. Nesta sexta-feira representantes da Kah Sports colocaram um post em uma rede social, que acompanhando a partida do Paulista no Jayme Cintra.  Em julho, a mesma página na rede social postou fotos de integrantes do grupo assistindo jogos do Palmeiras e o clássico São Paulo e Corinthians no Morumbi.



A Kah Sports em 2 de maio, se tornou patrocinador da Portuguesa, nas categorias de base, estampando a sua marca na camisa, conforme postagem na própria página do grupo no Facebook.

Categorias de base
Sobre as categorias de base, o presidente do Tricolor disse que nenhuma conversa sobre parceria também neste departamento teve qualquer evolução – algumas conversas já ocorreram, mas nenhuma com sinal positivo. O Paulista entre 2016 e 2017 teve uma parceria na gestão do futebol de base, nas categorias sub-15 e 17 – através de um grupo liderado por Moisés Nunes.

Na parceria com o grupo de Moisés Ano, no primeiro ano, o Paulista chegou a segunda fase do Paulistão sub-15 e venceu a Copa São Paulo da Associação Paulista no sub-14. No segundo ano, em 2017, o Paulista foi eliminado ainda na primeira fase no Paulistão sub-15 e 17.

No mesmo período, o próprio Paulista gerenciou as categorias sub-11 e 13, disputando nos dois anos o Paulistão nas duas categorias – chegando aos playoffs em 2016 e sendo eliminado em 2017 – em ambas as categorias.  A parceria não foi renovada para 2018, e o Paulista optou em não ter categorias de base, exceto o sub-20, em 2018.

Parcerias no futebol profissional
A primeira parceria do Paulista com um grupo investidor ocorreu em 1994, com a Magnata – grupo oriundo do Japão. Trouxe alguns jogadores famosos na época – como o goleiro Marola (ex-Santos) e o meio-campista Biro-Biro (sim, que fez muita história com o Corinthians). No ano seguinte, chegou a Lousano. E não foi uma parceria, e sim uma co-gestão. Foram dois anos de parceria com a empresa de fios e cabos elétricos (que já faliu). A co-gestão fez mudar o nome do clube (para Lousano Paulista) e tirou o Galo da 3ª divisão estadual para colocar na 2ª divisão em 1995 e o título da Copa São Paulo em 1997.

Em 1998, o Paulista iniciou a sua 3ª parceria, e a segunda como co-gestão – agora com a Parmalat. Está foi a parceria mais duradora – três anos e meio de duração, mas a mais polêmica, pois mudou as cores, uniforme, escudo e nome do Paulista – o clube se chamou Etti Jundiaí. O ápice da parceria foram os dois títulos conquistados em 2001; da 2ª divisão do Campeonato Paulistão e da Série C do Brasileirão. A co-gestão terminou em junho de 2002.

No início de 2007, o Paulista se viu abraçado à uma nova parceria -o Campus Pelé. O que era para ser um projeto inovador, com carimbo do Rei do Futebol, Pelé, foi um naufrágio, e o começo das inúmeras quedas do Paulista no futebol paulista e brasileiro. Na época da parceria, o Paulista disputa a 1ª divisão estadual e a Série B do Campeonato Brasileiro. Paulista e Campus Pelé durou três anos, e neste tempo, o Paulista caiu da Série B do Brasileirão para ficar sem série no Campeonato Brasileiro e começar a brigar contra o rebaixamento no Estadual.

A quinta e última parceira – se é que pode ser considerada, durou apenas o mês de janeiro de 2016. Um grupo de investidores, que se dizia oriundo de Portugal, queria investir no Paulista, mas com uma condição: o treinador seria Paulo Fernandes. Ele ficou apenas 20 dias no Paulista – ou um jogo – quando o Tricolor perdeu por 4 a 1 para o Bragantino, na estreia da 2ª divisão estadual. Após a derrota, a diretoria do clube na época demitiu Paulo Fernandes e encerrou a parceria, que ainda não havia efetuado o pagamento da primeira parcela. No fim da competição, o Galo acabou rebaixado a 3ª divisão estadual.