Header AD


14 de outubro de 2018

Jogos Infantis: Campeã mundial de basquete fala com jovens



Helen Luz, armadora campeã mundial em 1994, pela seleção brasileira de basquete feminino, e com grande passagem pelo basquete jundiaiense no começo da sua carreira, esteve neste sábado, nos pavilhões do Parque da Uva, para conversar com os jovens atletas para passar dicas para eles sobre como se preparar para o esporte de auto-rendimento e de como chegar ao sucesso. A iniciativa fez parte da programação dos Jogos Infantis do estado de São Paulo, que ocorrem até o final da próxima semana, em Jundiaí.


A reportagem do Esporte Jundiaí conversou com a jogadora, que atualmente tem o Projeto Cesta de Três, em Louveira; foi comentarista da TV Gazeta do LBF (Liga de Basquete Feminino) na temporada passada, e pretende trazer o seu projeto social para Jundiaí no próximo ano. No bate-papo, ela também falou do atual momento do basquete feminino brasileiro.


Bate-papo com os jovens atletas
“Recebo convite deste naipe, vindo de Jundiaí, onde comecei a jogar basquete, é um prazer. Para contar a minha trajetória, abordar que a vida de atleta não é fácil. Tem que ter muita dedicação e abri de muita coisa que o esporte não pode usufruir, mas é para ser positivo. O basquete me fez conquistar muitas coisas, mas o mais importante foram as amizades”.


Competições para jovens na época dela
“Eu lembro que tinha Joguinhos da Primavera e Jogos Abertos e essas competições são importantes, especialmente para jovens de 15/16 anos. Dessa galera vai sair muita gente boa. E eu graças aos Joguinhos Abertos, a minha irmã Cintia foi descoberta pelo Borracha, nossa família acabou vindo para cá e deu impulso maior para nossa carreira. Investimento deste tipo de evento tem que ser anual.

Competição que faltava em São Paulo
“Ideia sensacional, dar oportunidade para o jovem, que é a faixa etária que deseja competir, e vai descobrir se ele tem talento ou não. Reúne o estado de São Paulo inteiro é uma competição é maravilhoso. E Jundiaí tem essa cultura do esporte, cidade que respira e apoia esporte”

Ausência do Brasil no Mundial 2018
“Todos me fazem essa pergunta e tem resposta e tem caminhos. Eu não nasci da noite para o dia sabendo jogar basquete. Tem trabalho árduo de base, e é onde começa tudo. Tem que ser feito na base. Infelizmente no Brasil, não é que não fazem basquete, mas não tem um trabalho direcionado no mesmo caminho, cada um faz no que acredita. A gente tem exemplos na Europa, trabalhos de 30 anos, para conquistar uma medalha em Olimpíada ou Mundial. Se não começar a isso, sub-11 jogar assim, sub-12 assim, para lá na frente colher os frutos. Para mim vai demorar umas duas décadas para colher tudo”

Falta espaço para o basquete feminino no Brasil
“Problema para você passar na televisão o produto tem que ser bom. E o feminino não está no nível do masculino. A gente vê muitas equipes no masculino se estruturaram e a Liga faz um belo trabalho. No feminino também faz trabalho, jogos em canal aberto e fui comentarista na TV Gazeta, mas tem que ter o produto bom, se não vê um jogo bacana a pessoa muda de canal. Não pode um time disputar um campeonato e perder todos os jogos”.

O projeto Cesta de Três
“A gente está retomando para o ano que vem. Encerramos as atividades este ano. E a gente quer trazer para Jundiaí um núcleo. Em Louveira atendemos 225 crianças. Provavelmente em Jundiaí atingir o mesmo. E falta pouca coisa para chegar a Jundiaí, detalhes, e falta acertar detalhes com a Secretaria de Esportes através da Lei do Incentivo. A gente tá feliz, abre oportunidade com crianças que não tem facilidade em praticar esporte e ele pode ser transformados e disfrutar de jogar basquete”

Mais fácil ser comentarista ou torcer pelo irmão Rafael Luz
“Torcer pelo irmão é difícil. É muito sofrimento e nem consigo terminar de ver os jogos as vezes. Meu marido que acompanha e fala. Eu saio e fico orando. E quando joga aqui, a gente tem que ouvir muita coisa. Na Europa é mais fácil, pois pessoal entende de basquete, e ele é um jogador de equipe, que se tiver que fazer 5 faltas, ele faz pela equipe. No atual time ele é o termômetro da equipe, quando ele não está em quadra a equipe cai. Aqui no Brasil somente tem valor quem faz cesta. Mas não tenha dúvida que torcer pelo irmão é mais complicado que torcer pelo irmão”.
Jogos Infantis: Campeã mundial de basquete fala com jovens Jogos Infantis: Campeã mundial de basquete fala com jovens Reviewed by Thiago Batista on 12:57 Rating: 5