Após negar, o presidente do Bragantino, Marco Chedid anunciou durante o jogo com a Ponte Preta, que está próxima de fechar uma parceria com a empresa Red Bull. A empresa que desde setembro do ano passado negociava uma parceria com Paulista e Oeste, para formação de um novo clube, não deverá ficar o pé em Jundiaí, como se esperava desta vez.  

O Esporte Jundiaí conversou com jornalista Silvio Loredo, do Bragança Jornal, que explicou a situação. “Parceria bem adiantada. Na realidade está fechado. Falta assinar. O Red Bull passará a gerir o departamento de futebol do Bragantino. Espécie de gestão compartilhada. Ele, Marco Chedid, segue na presidência do clube. O Red Bull deixará de existir como time de futebol e será um investidor, isso a nível de Brasil”, contou.

“Investimento muito alto. Objetivo levar o Bragantino de volta a Série A do Brasileirão e mostrar a marca Red Bull. Deve mudar o distintivo da camisa, assim como aconteceu na época do Etti em Jundiaí. Estas foram as palavras do presidente do Braga esta noite após o jogo contra a Ponte. Até o final desta semana o contrato será assinado e por prazo indeterminado”, completou.

O Bragantino não sofreria mudanças em seu nome, nem em suas cores. “Nome não muda, pois, tabela já está pronta. Mas a parceria já estará em campo. Uniforme mantido, algumas adequações no distintivo e o terceiro uniforme azul e vermelho. Sempre Bragantino”, disse o jornalista.

A direção do Red Bull Brasil não se manifestou oficialmente sobre o assunto nos últimos dias, principalmente porque o time disputa as quartas de final do Paulistão com o Santos. O presidente Thiago Scuro esteve há dez dias no exterior e teria recebido orientações de como conduzir o destino do clube brasileiro a partir deste ano. O Red Bull Brasil tem como sede Jarinu, onde fica sua administração e centro de treinamentos. Em Jarinu também atua a equipe de base. Apenas o time profissional que joga em Campinas, que tem um contrato de locação do estádio Moisés Lucarelli, com a Ponte Preta até o fim de 2020 - contrato que deverá agora ser rescindido.

A ordem da direção na Áustria é encurtar o caminho. O Bragantino é uma alternativa, o Oeste, de Barueri, é outra. Ambos já receberam algum tipo de contato. Se fechar a parceria com Oeste, o Red Bull poderia se aliar ao Paulista em uma parceria tripla, ou mandar suas partidas em Jundiaí, alugando o Jayme Cintra - proposta que o Paulista não aceita.

Paulista e Red Bull por duas vezes negociaram parceria. A primeira foi em 2010, quando o Touro desejava mandar seus jogos em Jundiaí, mas a negociação não avançou (na época o Galo estava na A1 do Paulistão e o Red Bull na A3). Depois, desde setembro do ano passado conversam de maneira mais forte para uma parceria. O Galo chegou a enviar todos os tipos de documentos para o Red Bull. Em dezembro, dirigentes do Paulista em reunião do conselho deliberativo admitiram as conversas e esperavam até março fechar a negociação. Por isso, o mandato de Pepe Verdugo havia sido prorrogado - era para ele ter entregue o cargo em 31 de dezembro do ano passado.

Mas após a Copa São Paulo, o que era uma esperança de parceria, tornou-se dúvida, pois desde meados de janeiro, nenhum representante do Red Bull voltou a conversar e pedir uma reunião com dirigentes do Paulista. Neste meio tempo, começou-se a noticiar possibilidades do Bragantino firmar parceria com o Red Bull, como noticiado em 10 de março, pelo narrador Odinei Ribeiro, do Sportv, em sua conta no Twitter. E o Paulista parece que terá que viver das suas próprias pernas novamente, ou ter que viver contra parceria - CT Fut Talentos - parceria na qual se quer assinou contrato até este domingo, de forma oficial. 

O que diz o regulamento da CBF 
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não tem um regulamento específico que trate da mudança de cidade ou compra de um clube por outro. No entanto, a entidade publicou algumas normas ainda na gestão de Ricardo Teixeira que obrigam os clubes a justificarem e comprovarem os benefícios das mudanças, além do pagamento de uma taxa administrativa à entidade, sem a citação de um valor pré-estabelecido. A mudança, porém, deve ser informada antes da publicação anual do regulamento geral de competições.