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26 de março de 2019

Thiago Batista: Paulista precisa mudar seu discurso. URGENTE!



O Paulista precisa parar de ficar pensando em parceria com empresa A, clube B, indústria C e a pessoa física D. O clube em 25 anos vai para a sua sexta parceria na história - só falta assinar com a CT Fut Talentos, mas os funcionários deles já trabalham há duas semanas no estádio Jayme Cintra. E o discurso do clube é sempre o MESMO: que somente vive se tiver um parceiro, que se não tiver um parceiro, é passar o cadeado e fechar as portas.

Esse discurso foi nas últimas três diretorias que estiveram no comando do Paulista nestes 25 anos - apesar das mudanças do clube. Está na hora deste discurso mudar de verdade.

O Paulista fez parcerias e aproveitou alguma coisa, na sua estrutura: pouco ou pouquíssimo. Não aproveitou a Lousano Paulista para melhorar sua estrutura. Não aproveitou a Parmalat para aumentar o seu patrimônio. Com estas duas parcerias, o Paulista somente manteve o Jayme Cintra, com poucas melhorias - se pensando nos dias atuais. Melhorar a sua estrutura poderia significar mais receitas. Não fez, e perdeu a chance.

Teve a parceria com o Campus Pelé, e também nada melhorou a sua estrutura, e quem sabe ganhar um fôlego financeiro, ter outras formas de receita. Pior, ganhou dívidas a serem pagas, ao final desta parceria - questões que são discutidas até hoje na Justiça.

Eu nem vou colocar as parcerias com a Magnatta e com os investidores portugueses - que ficaram apenas um jogo aqui, que duraram pouco, como parcerias que poderiam ter melhorado a estrutura do clube.

E neste período, o que o Paulista fez para se aproximar da comunidade: nada, nada e nada. Não procurou empresas para patrocinar a camisa, não fez ações que envolvessem a comunidade para trazer mais simpatia ao Paulista e pior neste período perdeu torcedores.

Um exemplo: o XV de Jaú, clube que disputará a 4ª divisão do Paulistão tem 13 patrocinadores. Eu escrevo novamente: TREZE. O Paulista até o momento não tem nenhum patrocinador oficialmente anunciado para temporada 2019 - nem nas artes que realiza nas redes sociais, tem algum patrocinador exposto - diferente do clube de Jaú, que expõe no rodapé das artes todos os seus patrocinadores.

E o Paulista está também perdendo torcedores. Perdendo consumidores. Vem perdendo fonte de receita. Fonte de receita que o clube ignora até hoje. Por um acaso você consegue comprar hoje uma camisa oficial do Paulista? Não, o clube não vende, não faz questão de colocar à venda.

Eu sempre recebo perguntas de como comprar uma camisa - a resposta sempre a mesma, não coloca a venda. Mas um grupo de torcedores em janeiro se mobilizou e foi até o fornecedor que fez a última camisa de jogo do clube, e compraram cada peça ao preço de R$ 75 - foi vendido um lote de camisas, e estes torcedores compraram (quase 100 camisas). Digamos, que 10% destas vendas fosse para o Paulista, seriam R$ 7.500 para os cofres da agremiação. O clube perdeu uma chance de ter fonte de receita. Pode ser pouco, mas neste momento ajuda.

Paulista poderia ter outros tipos de produtos à venda, para consumidores - torcedores ou até turistas de Jundiaí adquirir. Poderia firmar parcerias com empresas que fazem pins, broches, bonecos, camisetas comemorativas, canetas, cadernos e vender em Jundiaí - com uma porcentagem indo para o clube e outra parte ao fornecedor. Parceria - leu a palavra. Mas não parceria de arrendar futebol. E sim parceria para vender produtos.

O clube poderia ser mais simpático com outros esportes. Mas não pega uma grana boa, para um jogo de futebol americano, e que não vai estragar o gramado. Perde a chance de ganhar novos torcedores, novos consumidores se fosse simpático. Até porque final de semana que vem até onde se sabe não tem jogo ainda oficial valendo 3 pontos na 4ª divisão do Paulistão. E agora o Paulista ganha a antipatia do pessoal do futebol americano. 

Poderia promover atitudes com outras equipes de futebol da cidade, do futebol amador. Se tornar mais simpático. Como fez o Flamengo de Guarulhos nesta semana. Porque não copiar? Fica a sugestão.


Agora o Paulista parece querer comprar uma briga com alguém que sempre o divulgou, e bem ou mal deseja o seu bem: a IMPRENSA. Semana passada tivemos o desabafo de Heitor Freddo na Rádio Difusora. E nesta segunda-feira Ayrton Miguel Vaz na Rádio Cidade. O tom dos dois foi o mesmo: a dificuldade em se ter informações e acesso sobre notícias do Paulista - e não é dos bastidores, que no qual respeito que algumas questões sejam sigilosas. Mas a questão é de notícias dentro de campo.

Até segunda-feira, o Esporte Jundiaí tentou uma entrevista com treinador Edson Fyu. Ele já concedeu algumas entrevistas à imprensa. A gente gostaria de apresentar ele, até para mostrar o que ele pensa sobre futebol, em que ele se espelha, como ele gosta de ver suas equipes e etc... Mas até agora isso não nos foi permitido.

A gente espera o sinal verde, mas está ficando tudo atrasado, perdeu-se o timming da apresentação - na minha humilde opinião. O clube quer fazer uma divulgação oficial com pompa e tudo. Mas já teve até jogo-treino, ele está trabalhando há 15 dias em Jundiaí e eu pergunto: porque essa demora? Precisa? Não.

Outo ponto é que demora-se para divulgar de onde veio cada jogador, para imprensa mostrar quem são é da onde veio. Tem gente de bom currículo chegando. É reforços são sempre uma notícia positiva.

Ter divulgação é uma forma de mostrar a sua marca. E de atrair patrocinadores. Palavrinha mágica. Se fosse aparece na mídia, terá sua marca aparecendo, e o patrocinador será exposto. Será que é legal não aparecer na imprensa? Acho que não. Pois se não aparecer nos veículos de mídia, quem vai querer anunciar a sua marca na camisa do clube ou no banner de entrevistas?

Não estou questionado todas as regras que foram colocadas a imprensa. Acho importante que o clube tenha regras, até para não virar uma verdadeira bagunça - casa da mãe Joana. Mas faltou da diretora do clube, dos (futuros) parceiros neste momento, um pouco de sensibilidade.

Poderia ter chamado os profissionais da cidade, e ter discutido o que é melhor, e o que é ruim. Até porque a maioria dos grupos de mídia da cidade, não tem nem como mandar todo dia um jornalista ao estádio Jayme Cintra. O Paulista precisa é de espaço na mídia. Precisa aparecer. Ele não pode ficar escondido.

A ideia de jogo-treino com portões fechados não era uma boa. Por mais que tenham espiões (e eles existem) em tudo qualquer lugar, era só fazer um filtro. Que exigisse uma credencial de cada um. E vamos ser sinceros: quem trabalha na portaria do Paulista, sabe quem é da imprensa de Jundiaí é quem é um olheiro.

Mas o Paulista precisa mudar o seu discurso. Ele não pode se tornar um clube fechado. A diretoria não pode pensar pequena. Não pode ficar dependendo de parcerias. A agremiação precisa pensar grande. O Paulista não é time pequeno, é time forte do interior. Campeão de Copa do Brasil e vice do Paulistão. E ganhou duas Copas Paulista - tudo sem parceria (o título da Copa do Brasil aproveitou o que deixou dentro de campo a Parmalat - o trabalho de base - mas infelizmente não soube continuar).

Paulista precisa parar de falar de parceria. Sério mesmo. Pra mim já encheu o saco todo diretor do clube falar a mesma coisa - se não tiver parceria, o clube fecha. O Paulista ficou namorando, namorando, esperando quase noivar com o Red Bull e pelo jeito essa namorada já perdeu, pois “fugiu” para Bragança Paulista, que tem um rosto mais lindo - cuja cútis tem o apelido de Brasileiro da Série B. O rosto do Paulista hoje é feio - cujo apelido é Paulista da 4ª divisão - ou Bezinha (que é um codinome horroroso, diga-se).

Terá a CT Fut Talentos, que bem ou mal será a empresa que vai gerir o futebol do clube em 2019. Assinando o contrato, os diretores do Paulista, sejam eles os atuais ou os novos (acredito que seja urgente também uma renovação no quadro de diretores do clube - com mentes novas), começar a pensar o Paulista do futuro. De ficar pensando e falando em parcerias para o futebol.

O discurso deveria ser atrair novas fontes de receita: voltar a vender camisas, de ir atrás das empresas e indústrias da cidade atrás de patrocinadores, de envolver mais a comunidade - promover ações - até usando a CT Fut Talentos para algumas ações. Vou deixar uma sugestão: visitar as escolas da cidade, nas aulas de educação físicas, os jogadores do Paulista baterem bola com a garotada e sortear ingressos para 5 alunos acompanhados dos seus pais e assistir um jogo do Tricolor.

O Paulista precisa pensar no futuro. Ele precisa se tornar viável. Ele precisa de fontes de receita. No plural mesmo. Não é terceirizando o futebol, que terá todas as soluções. Clube precisa pensar em melhor a estrutura. Precisa chamar a sociedade de volta. Precisa-se envolver mais com a comunidade. Precisa de ações.

Pois a cada dia perde torcedores, e consumidores. E se ficar sem torcedores, não há parceiro, que vai querer investir no Paulista, seja dentro de campo, ou na estrutura do clube. Apesar da linda história do Tricolor.

Mas história não rende dinheiro. Ou até rende - mas nem isso o Paulista tem - ou o clube tem um Museu, onde poderia contar a sua linda história, com seus ídolos, conquistas e imagens dos seus momentos mais importantes. Infelizmente não tem. O Paulista está parado no tempo. Está parado há 25 anos. Precisa urgentemente mudar seu discurso.
Thiago Batista: Paulista precisa mudar seu discurso. URGENTE! Thiago Batista: Paulista precisa mudar seu discurso. URGENTE! Reviewed by Thiago Batista on 06:10 Rating: 5

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