Thiago Batista: Para que 180 minutos? Vamos para a idiotice dos penais, direto - Esporte Jundiaí Pular para o conteúdo principal

Thiago Batista: Para que 180 minutos? Vamos para a idiotice dos penais, direto



O futebol brasileiro está contaminado de um mal, que a assola e pior se prolifera e contamina até os torcedores: a disputa super-mega-hiper IDIOTA de cobranças de pênaltis. O mais anti-futebol que existe, está em praga no futebol brasileiro e sem possibilidade de ser extinta. Parece até barata. Só aumenta a cada dia.

Ano passado, no Paulistão as duas séries semifinais e a decisão terminaram em empate nos agregados, e a definição dos vencedores das séries foi nos pênaltis. Este ano, o mesmo Estadual, as duas séries semifinais, novamente empata em agregado, com a definição dos classificados nos pênaltis.

O Corinthians em 2019 vem se transformando no clube mais COVARDE do futebol brasileiro. Se contenta com disputinha de pênaltis. Vamos lá: se classificou contra o Racing, nas penalidades, na Sul-Americana (aqui vai um parêntese - fez ótimo segundo tempo, mas teria bola para ter ganho no tempo regulamentar a vaga). Depois contra a Ferroviária, nas quartas de final do Estadual, somente se classificou nos pênaltis, com um futebol discutível. E contra o Santos, o time de Parque São Jorge somente se classificou porque o futebol tem coisas inexplicáveis, pois apesar do placar agregado ter sido 2 a 2, não foi o reflexo da série.

E normalmente a disputa de pênaltis, o pior vence. Aquele, que na grande maioria, se fosse luta de boxe, deveria passar, leva a melhor. A disputa de pênaltis não tem um tom de disputa coletiva. Não tem. E estou falando exclusivamente da disputa de pênaltis.

Bom separar de um pênalti de um jogo, que pode ocorrer após troca de passes por exemplo - uma jogada coletiva, pois o futebol é um esporte COLETIVO; da disputa de pênaltis, onde a bola é colocada diretamente numa marca a 11 metros do gol. É quase um outro esporte.

O futebol precisa achar outras formas para definir o desempate de uma série que termina em empate no placar agregado. O ideal para mim sempre será a disputa da prorrogação. E que sejam quantas prorrogações necessárias. Inclusive com gol de ouro.

Hoje com o VAR a chance de o gol de ouro ser anotado por um erro de arbitragem diminui a praticamente zero. Pois o grande argumento de acabar com gol de ouro, era que ele foi muitas vezes injusto, porque gols eram validados com erros de arbitragem. Com a VAR a chance de isso ocorrer é muito menor - diminuta.

Eu gostava de algo, que o futebol brasileiro fazia muito nos anos 90, especialmente no Campeonato Brasileiro: a vantagem do empate. Time de melhor campanha na primeira fase, entrava na fase final com o direito de jogar por dois empates ou uma vitória e uma derrota pela mesma diferença de gols. Não tínhamos as duas equipes preocupadas em toda a série, em se defender. Uma teria que atacar, para reverter a vantagem da outra. E tínhamos ótimos jogos.

Outro formato que o Brasileirão de 98 e 99, trouxe aos “mata-matas” ou playoffs como eu gosto de escrever, eram as séries decisivas, em melhor de 3 jogos. E o mais legal, que o time com melhor campanha, jogava pela igualdade no número de pontos e saldo de gols na série. Em série de três, mesmo um pior classificado na fase de classificação, se conseguisse maior pontuação, que o adversário, que teve melhor campanha na fase inicial, a sua classificação era dita como justa, já que ele foi melhor naquela série, e em três jogos.

Um exemplo da série de três: Cruzeiro, 2º colocado, encarou o Atlético Mineiro, 7º. O Galo venceu os dois primeiros jogos - 4 a 2 e 3 a 2, e se classificou sem a disputa do terceiro jogo. Vaga justa. Outro exemplo: Corinthians e São Paulo se enfrentaram nas semifinais. O Timão, que não era covarde naquela época, tinha a melhor campanha, e eliminou o São Paulo, em dois jogos: 3 a 2 e 2 a 1 - nem teve também terceiro jogo. A final, o Corinthians perdeu do Atlético o primeiro jogo por 3 a 2, mas venceu o segundo por 2 a 0, e segurou (mas sem ficar totalmente atrás) um 0 a 0 no terceiro jogo para ser campeão.

Agora, nesta década o que temos de decisão por pênaltis não é mole. Futebol paulista foram três disputas já. Rio de Janeiro, a Taça Rio foi definida também nas penalidades. Copa do Nordeste, as quartas de final, o Santa Cruz passou pelo CRB nos penais. É muita coisa.

Do jeito que andam as coisas no futebol brasileiro, não precisa mais de disputa coletiva por 180 minutos. Pode ir direto para disputa de pênaltis. Para alegrar os idiotas, sem cérebro, que odeiam futebol.

Como eu gosto de futebol, quero ver JOGO, gols em 180 minutos. E não em um chutinho, em uma marca de 11 metros para o gol, onde qualquer burro pode chutar.

Decisões por pênaltis nas semifinais e finais no Paulistão nos últimos tempos - começou em 2011, quando voltou a disputa de penalidades
2011 - Semifinal: Corinthians 1 x 1 Palmeiras (era jogo único) - nos pênaltis: Corinthians 6 x 5
2013 - Semifinal: Corinthians 0 x 0 São Paulo (era jogo único) - nos pênaltis: Corinthians 4 x 3
2013 - Semifinal: Santos 1 x 1 Mogi Mirim (era jogo único) - nos pênaltis: Santos 5 x 4
2014 - Final: Ituano 1 x 1 Santos (placar do agregado) - nos pênaltis: Ituano 7 x 6
2015 - Semifinal: Palmeiras 2 x 2 Corinthians (era jogo único) - nos pênaltis: Palmeiras 6 x 5
2015 - Final: Santos 2 x 2 Palmeiras (placar do agregado) - nos pênaltis: Santos 4 x 2
2016 - Semifinal: Audax 2 x 2 Corinthians (era jogo único) - nos pênaltis: Audax 4 x 1
2016 - Semifinal: Santos 2 x 2 Palmeiras (era jogo único) - nos pênaltis: Santos 3 x 2
2018 - Semifinal: Corinthians 1 x 1 São Paulo (placar do agregado) - nos pênaltis: Corinthians 5 x 4
2018 - Semifinal: Palmeiras 2 x 2 Santos (placar do agregado) - nos pênaltis: Palmeiras 5 x 3
2018 - Final: Corinthians 1 x 1 Santos (placar do agregado) - nos pênaltis: Corinthians 4 x 3

Decisão do Paulistão definidas pela regra da vantagem entre 1998 e 2003 e entre 2007 e 2010
1998 - Semifinal: Corinthians 3 x 3 Portuguesa (placar do agregado) - Corinthians classificado pela melhor campanha
1999 - Semifinal: Palmeiras 3 x 3 Santos (placar do agregado) - Palmeiras classificado pela melhor campanha
2007 - Semifinal: Santos 0 x 0 Bragantino (placar do agregado) - Santos classificado pela melhor campanha
2010 - Semifinal: Santo André 3 x 3 Grêmio Prudente (placar do agregado) - Santo André classificado pela melhor campanha
2010 - Final: Santos 5 x 5 Santo André (placar do agregado) - Santos campeão pela melhor campanha

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Jundiaiense marca gol do título do Pato na Liga Nacional de Futsal

O jundiaiense Jhow marcou o gol do título da Liga Nacional de Futsal (LNF) do Pato Futsal, da cidade de Pato Branco, em uma goleada histórica. A equipe venceu neste domingo o Sorocaba, na casa do adversário por 6 a 0, conquistando o legítimo bicampeonato da LNF – equipe venceu o torneio no ano passado, quando o atleta não defendia o Pato.
Jhow marco o sexto gol da partida, aos 16 minutos do segundo tempo, em chute da sua quadra de defesa, após roubar a bola do goleiro-linha Leandro Lino, de Sorocaba. O Pato venceu os dois jogos da final, já que em casa, na semana passada, derrotou o adversário por 3 a 2.

O atleta de 28 anos começou a sua carreira nas categorias de base do Clube São João, onde já destacava. Na competição, Jhow marcou 10 gols.

Paulista: Papaleguas não fará parte do elenco da Série A3

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Volante Potiguar é o mais novo reforço do Paulista para A3

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“Quando recebi a proposta tomei a decisão muito rápida. É um clube de camisa onde espero fazer um bom campeonato pelo Paulista”, contou o jogador, em entrevista a Rádio Difusora, nesta terça-feira (10).

Revelado no ABC, o atleta passou pelo Confiança-PB, antes de chegar no Fefecê. Os outros sete reforços são Bruninho (meia), Cafu (lateral), Maicon (zagueiro), Alan John (atacante), Zulu (zagueiro), Matheus Philippe (goleiro), Murylo Benini (zagueiro) e Artur (meio-campista).

Futebol amador: Dívida da LJF faz times depositarem taxas em juízo

Em matéria, na edição desta quarta-feira (11), do Jornal de Jundiaí, informa que uma sentença do final de outubro na 1ª Vara Civil de Jundiaí exigiu dos clubes finalistas (Estrela e Ponte Preta) do Campeonato Amador de Jundiaí que os pagamentos de taxas referentes à Liga Jundiaiense de Futebol (LJF) fossem feitas em juízo. O pedido foi do Segundo Oficial de Registro Civil de Pessoas Jurídicas de Jundiaí, através do advogado Adilson Luiz, exigindo o pagamento no valor de R$ 342,16 que a entidade deve.
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Governador João Doria é vaiado na cerimônia de abertura dos Jori

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