O ex-atacante do Paulista, Mazola está atuando profissionalmente no Irã. Só que saiu de lá para passar as festas de final de ano com a família no Brasil. Desde o assassinato do general iraniano Qassim Suleimani na última quinta-feira (2), ele não possui contato com os dirigentes da equipe onde atuam. A expectativa de ambos é embarcar ainda nesta semana para o país que vive uma crise diplomática com os Estados Unidos.

"Estou acompanhando as notícias e esperando que a situação melhore. Torço para que tudo acabe bem e que eu possa voltar e cumprir o meu contrato que vai até o final de 2020", disse Mazola. O jogador passou pelo Paulista na temporada 2010, quando marcou gols importante que ajudaram a livrar a equipe do rebaixamento a Série A2 do Estadual na oportunidade.

O Campeonato Iraniano, como acontece normalmente, parou em 28 de dezembro e recomeçará no final de janeiro para a disputa do segundo turno. Os estrangeiros costumam ganhar uns dias de descanso nesse período para encontrar a família.

Mazola, de 30 anos, defende desde julho o Tractor Sazi, atual terceiro colocado após 16 rodadas disputadas, a quatro pontos do líder Persépolis. "O Tractor é como se fosse o Flamengo. Leva cerca de 90 mil pessoas para o estádio. Eles são apaixonados por futebol e lotam os estádios, tem jogo que fica gente pra fora", comentou o atacante ao Estadão.

O jogador estranhou bastante os primeiros meses no Irã. "Confesso que essa experiência é a mais difícil", disse. "Não pode usar bermuda, não pode tocar na mão de uma mulher para cumprimentar. Fui aprendendo sobre os costumes e me adaptando", revelou. A adaptação de sua mulher foi ainda mais difícil. "Até quando vamos descer para almoçar ou jantar no próprio hotel ela precisa colocar calça e vestir o véu", completou.