Em entrevista coletiva, concedida nesta segunda-feira (27), o ministro da Saúde, Nelson Teich, informou que a pedido da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Ministério avalia liberar a retomada dos campeonatos de futebol. Segundo Teich, a a avaliação é a respeito de jogos sem público. Com isso, existe chance até de voltar a Série A3 do Estadual, competição que tem a presença do Paulista.

"Isso é uma coisa que a gente está avaliando. Não que tudo que a gente avalia é para ser definido, não é definido, ainda. Mas, são algumas iniciativas que, de alguma forma, poderiam trazer uma rotina um pouco melhor para o cotidiano das pessoas, porque o enclausuramento tem impacto muito grande no bem-estar", afirmou.

O secretário especial de Produtividade e Emprego, Carlos da Costa, disse que a equipe econômica também iniciou tratativas com os clubes. Ele disse que ainda não foi estipulada uma data para a retomada das partidas. 

"Ainda não existe uma data especifica, mas acho que o futebol é relativamente mais simples. Tem que ser planejado e preservando a saúde, sempre em primeiro lugar, com protocolos adequados", afirmou. 


De acordo com ele, o que está em avaliação neste momento é o "timing" certo para a retomada, de modo a não colocar em risco os atletas e demais envolvidos.


"A ideia não é fazer um grande evento esportivo, porque os portões estarão fechados. É um evento relativamente com poucas pessoas. Não será aberto para a população, apenas atletas e relacionados", afirmou.


Segundo assessores palacianos, o presidente Jair Bolsonaro tem defendido que as partidas já voltem a ocorrer a partir de maio, mas tem havido resistência por parte de dirigentes dos clubes.


A defesa deles é para que se espere pelo menos o pico dos casos da doença, cuja previsão é de que ocorra justamente no mês que vem.


Para sobreviver ao período da pandemia, a CNC (Comissao Nacional dos Clubes) quer que as parcelas do Profut sejam congeladas por 12 meses e que as novas dívidas contraídas com a máquina pública também sejam incluídas no parcelamento.


A justificativa da entidade, que reúne equipes das quatro divisões nacionais do futebol brasileiro, é que isso amenizaria os impactos financeiros que as agremiações terão com a paralisação do esporte na pandemia.


Por Thiago Batista /// Foto: hiago Batista