21/04/2020

Polo aquático: Rudá Franco avalia prejuízos do ciclo olímpico



32 anos depois de disputar os Jogos de Los Angeles-1988, o polo aquático brasileiro voltou a ter uma aparição olímpica na Rio-2016.  Mas o que parecia ser um novo patamar do polo aquático brasileiro não se concretizou. No ciclo olímpico que se sucedeu, a modalidade teve muitas dificuldades para se encaixar junto às equipes de nível. Em live feita no Instagram, um dos principais jogadores da equipe, o jundiaiense Rudá Franco relatou alguns dos problemas vividos ao longo do período, além de comentar suas experiências durante a quarentena.

Dono de duas medalhas pan-americanas, o atleta do Sesi-SP destacou a demorada renovação como um dos principais pontos de desvantagem do Brasil em relação a outros países de nível. "É tardio, nós demoramos pra começar o ciclo. Várias seleções começam o ciclo já renovando e fechando com técnico e vai ser esse cara até esses últimos quatro anos, pelo menos. No Brasil, você não consegue fazer um trabalho a longo prazo. Você consegue de curto a médio prazo. E nós sofremos com isso".

O experiente atleta, de 33 anos, comentou que, além dele, apenas três jogadores permaneceram na seleção após a Rio-2016.. A seleção brasileira teve três técnicos num período de três anos e meio, o que também dificultou o ciclo de Tóquio-2020.

Sem a CBDA, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi o responsável por apoiar as modalidades aquáticas, bancando viagens e treinamentos no exterior. "A parte financeira da CBDA não está como gostaríamos. Mas o COB tem ajudado bastante. Precisamos ver as coisas pelo lado positivo. Quando a CBDA não pôde ajudar, o COB tava lá e ajudou", disse Rudá.

Obrigado a ficar em casa neste período de pandemia, o atleta conta que realiza treinos diários de uma hora a uma hora e meia, que lhe ajudam a não ficar parado. "É complicado porque nosso meio é o aquático. Então, a gente ficar fora da piscina complica bastante essa fase de treinamento. Faço porque gosto de exercício e pra não perder tanto. Faz bem pra cabeça. É mais pra cabeça do que pro físico", afirmou ele.

Ainda sem novas datas definidas, Rudá avaliou o caminho brasileiro no Pré-Olímpico e as chances por uma das três vagas aos Jogos de Tóquio. O Brasil está no grupo A, ao lado de Canadá, Geórgia, Grécia, Montenegro e Turquia. Segundo o jogador, as maiores chances seriam vencer Canadá, Geórgia e Turquia e fugir da Croácia num duelo de quartas de final. A partir daí, fazer "o jogo da vida" e tentar carimbar o passaporte para o Japão, focando jogo a jogo

Por Thiago Batista, com informações do Surto Olímpico /// Foto: Divulgação
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