19/05/2020

Ex-treinador do basquete de Jundiaí, Wlamir Marques está no hall da fama do COB



Ex-técnico do basquete masculino do Jundiaí Clube, Wlamir Marques, o “Diabo Loiro”, um dos maiores jogadores da história do basquete brasileiro, agora é Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil. Em abril, ele  foi anunciado pelo Time Brasil como um dos homenageados do ano e terá seu nome eternizado na galeria de atletas olímpicos brasileiros, ao lado de lendas como Jackie Silva, Sandra Pires, Torben Grael, Vanderlei Cordeiro de Lima, Hortência, Bernardinho, José Roberto Guimarães e Chiaki Ishii. A data da cerimônia com Wlamir, de 82 anos, será divulgada futuramente.

 “Estou muito feliz com a indicação. É o reconhecimento por uma vida dedicada o basquete e também a uma geração que fez história com a camisa da Seleção Brasileira, colocando o Brasil no topo do basquete mundial por duas décadas. Agradeço ao COB e a CBB pela iniciativa”, disse Wlamir Marques, emocionado.

Nascido em São Vicente, São Paulo, Wlamir é um dos maiores vencedores da história do basquete brasileiro. Pela Seleção, foi bronze nas Olimpíadas de Roma 1960 e Tóquio, 1964, quando, inclusive, foi Porta-Bandeira do Brasil na cerimônia de abertura. Ainda venceu dois Mundiais, no Chile 1959 e Brasil 1963, além de duas pratas, nos Mundiais de 1954 e 1970. Wlamir ainda tem três medalhas em Jogos Pan-Americanos, a prata em São Paulo 1963 e dois bronzes, em 1955 e 1959.

As conquistas de Wlamir não se limitam à Seleção. Com passagens por Piracicaba, XV de Novembro, Campinas e Corinthians, brilhou no Timão com inúmeras taças: cinco Campeonatos Paulistas (sete ao todo); sete Campeonatos Paulistanos (nove ao todo); três Campeonatos Brasileiros e três Sul-Americanos de Clubes. Em 1965, inclusive, o Corinthians de Wlamir fez história ao vencer o Real Madrid no Parque São Jorge por 118 a 109. Wlamir anotou 51 pontos, 31 no primeiro tempo e 20 no segundo.

Após a carreira de jogador, Wlamir tornou-se técnico, começando no Limeira. Passou também por São Caetano, XV de Piracicaba, Jundiaí, Corinthians, Tênis Clube de Campinas, Palmeiras, Hebraica, Cerquilho, e Telesp Clube Pinheiros, no masculino e no feminino. Ganhou três vezes o Campeonato Paulista feminino de basquete e uma vez o Campeonato Paulista masculino de basquete.

Em 1982, trabalhou como comentarista da Rede Globo no Campeonato Paulista. E depois, pela Rede Manchete, foi comentarista em quatro Jogos Olímpicos: 1984, 1988, 1992 e 1996. Hoje, é comentarista da ESPN Brasil.

Wlamir leva o nome do ginásio do Corinthians desde 2016, no Parque São Jorge. Em 2018, o ídolo foi homenageado pela Confederação Brasileira de Basketball no palco, que recebeu a partida entre Brasil e República Dominicana. Wlamir recebeu uma placa em agradecimento pelos serviços prestados e também uma camisa atual da seleção brasileira com seu nome e número.

Por Thiago Batista /// Foto: Divulgação
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