Joaci Ferreira recebeu na manhã desta quarta-feira (8) a notícia que a 1ª Vara Cível de Jundiaí o designou como administrador provisório da Liga Jundiaiense de Futebol (LJF) por 180 dias. Na mesma decisão, Serginho Aguiar foi afastado do cargo de presidente da entidade, com a assembleia que o elegeu em abril de 2017 sendo anulada. Mais cedo, Serginho Aguiar disse que irá recorrer da decisão. Agora como administrador provisório da LJF, Joaci espera que consiga unir o futebol amador de Jundiaí.

“Agora tem que jogar em nome da Liga e não pelo ego das pessoas. Pessoas que estejam dispostas a lutar pelos times. E eu estou preparado para isso. Já lutei uma, e posso lutar quantas vezes for”, disse Joaci, em entrevista nesta tarde com a reportagem do Esporte Jundiaí.

Destacamos a partir de agora os principais pontos da conversa entre a reportagem do Esporte Jundiaí e o agora interventor judicial da Liga Jundiaiense de Futebol, Joaci Ferreira.

Como recebeu a notícia?
“Eu recebi a notícia por telefone no dia de hoje, não tive acesso ainda ao conteúdo do processo. Vou me reunir com advogado amanhã (quinta-feira [9]) para saber como foi o desfecho do que o juiz decretou”

“Eu tinha certeza que a Justiça faria o papel dela, mas não aguardava que saísse uma decisão agora, durante a pandemia. A gente agora tem que ter cautela e cooperar neste momento. A gente saiu de pedra para virar vitrina. E estou consciente que não posso errar”

Vitória pessoal?
“Não considero uma vitória pessoal e sim dos times de Jundiaí que estiveram no mesmo lado do processo. Foi uma vitória para mostrar que não teve eleição e os times precisavam ter respeito. Acho que tem de ter uma eleição e os times ter o direito de escolher o representante deles”

Candidato na eleição a ser marcada?
“Estou pensando, pois é algo que tem de pensar muito. Se fosse antes dessa decisão seria candidato, pois ele (Serginho) não disse que chamaria as eleições. Eu estava preparado para disputar”

Quando as eleições serão marcadas?
“Primeiro tem que de ter conhecimento da decisão do processo. Quais são os times que estão registrados na Liga e preparar os times para a eleição. Você sabe quem é presidente de clube A, B ou C. Ninguém sabe. Precisa ter no papel quem é representante de qual time. Fazer reconhecimento de firma e mostrar com o juiz. Primeiro tem que resolver todo esse problema. Tem que fazer tudo de acordo com a lei. Quero os times me ajudem nesta empreitada, sem os times eu não sou nada. Maior do que eu como administrador são os clubes, eles têm que decidir. Tem que ser algo conjunto e mostrar para o juiz se isso está certo ou não”

Pode ter campeonato?
“Temos que consultar o juiz se pode fazer o campeonato ou não. Vamos conversar com os times, fazer uma reunião quando puder e tomamos uma decisão. A gente quer reunir quem quer o bem do futebol amador e a gente chama todos eles para cá e cada um vai ajudar”

Próximo passo?
“O próximo passo é conversar com os times, nem que seja virtualmente por causa da pandemia. Agora quem quiser conversar eu escuto. No momento estou apenas escutando, pois é um momento muito delicado em tomar uma decisão”

Importância de Adriano de Assis, Sebastião Manoel dos Santos, Alamedas Futebol Clube e Associação Atlética São Camilo no processo
“Eles foram muito importantes, sem eles essa decisão não poderia chegar no veredito final. Eles foram mais importantes do que eu neste processo e não abandonaram o processo em prol dos times. Pois eles acreditam no futebol amador de Jundiaí”

Momento de união no futebol amador de Jundiaí?
“Eu acharia que se tiver eleição não deveria ter chapa, e sim um nome de consenso, em nome dos times e do futebol amador. Tem que parar com esse negócio que é o Joaci o presidente, o Toninho presidente e o presidente tem que ser a Liga e ter o seu presidente. Não alguém ser presidente. Exemplo na Copa Guanabara eu vi o time do Bahia jogando, eles não jogam em nome dos jogadores e sim da Liga. Agora tem que jogar em nome da Liga e não pelo ego das pessoas. Pessoas que estejam dispostas a lutar pelos times. E eu estou preparado para isso. Já lutei uma, e posso lutar quantas vezes for”

Por Thiago Batista
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