Os torcedores do América Mineiro se recordam com muito carinho da primeira passagem de Marcelo Toscano (ex-Paulista) pelo clube, em 2015. Naquele ano ajudou o time a subir à primeira divisão na quarta posição da Série B, com 65 pontos. Em 35 partidas na competição, o meia-atacante marcou 14 gols e deu seis assistências. Versátil, atuou tanto centralizado quanto aberto pelo lado esquerdo. E empolgou os americanos com belos gols em chutes potentes de média e longa distância.

Lisca nunca havia trabalhado diretamente com Marcelo, mas o conhecia por ter enfrentado em várias ocasiões na segunda divisão. Desta forma, ele acredita que o jogador pode ser útil no América, mesmo se não emplacar o desempenho do ano mágico de 2015.

“São momentos diferentes do Marcelo. Em 2015, ele era um extremo esquerdo, que trazia para dentro, ou um meia que chegava por trás do atacante. Ele fez essas duas funções e fez um grande campeonato, chamando a atenção (de clubes) e saindo para fora. Anteriormente, no Paraná ele tinha feito um grande trabalho, sendo eleito para a seleção da década, até mostrei para ele isso”, disse o comandante.

“Tenho gostado muito de trabalhar com ele. A gente não se conhecia, mas ele estava em um clube com vários jogadores que trabalharam comigo, colheu informações do meu trabalho e veio muito motivado. Ele está com 35 anos e é um cara que tem muito respeito no grupo, tem uma história bonita no futebol e no América também. É uma referência para os meninos que estão surgindo e a postura dele tem sido profissional, de dedicação e entrega”, acrescentou.

Vinculado ao América até dezembro - o contrato pode ser prorrogado em função da pandemia do novo coronavírus -, Marcelo Toscano tentará, na opinião de Lisca, mostrar que tem condições de permanecer no clube ou, em outro cenário, conseguir uma boa proposta em 2021.

Por Redação Esporte Jundiaí
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