A World Rugby, entidade máxima do rúgbi mundial, está considerando proibir as mulheres trans de jogar o esporte por causa de preocupações de segurança que surgiram após pesquisas recentes, informa o jornal britânico "The Guardian", acrescentando que a decisão faria dela a primeira federação esportiva internacional a seguir esse caminho.

O "Guardian" revela que, em um rascunho de um documento de 38 páginas produzido pelo grupo de trabalho sobre transgêneros da entidade, é reconhecido que é provável que haja "pelo menos um risco 20 a 30% maior" de lesão quando uma jogadora feminina é derrubada por alguém que passou pela puberdade masculina.

O esboço também diz que estudos mais recentes mostram que mulheres trans têm vantagens físicas "significativas" sobre mulheres biológicas, mesmo depois de tomarem remédios para baixar a testosterona. Como resultado, o grupo de trabalho da World Rugby sugere que as regras atuais - que permitem às mulheres trans jogar rúgbi feminino se reduzirem seus níveis de testosterona por pelo menos 12 meses, de acordo com as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional - "não são adequadas para esse objetivo".

Como observa o grupo de trabalho da World Rugby, jogadoras trans, que são designadas como homens ao nascimento e cuja puberdade e desenvolvimento são influenciados por andrógenos / testosterona "são mais fortes em 25%-50%, têm 30% mais potência, são 40% mais pesados ​​e cerca de 15% mais rápidos do que jogadoras cis, que são designadas como mulheres ao nascimento e não experimentam um desenvolvimento influenciado por andrógenos".

Por Redação Esporte Jundiaí
Arte: Thiago Batista