Por Thiago Olim - Foto: Thiago Olim

 

No sábado (19), o Paulista voltou a campo para jogar pela Série A3, depois de quase seis meses. Perdeu dentro de campo por 3 a 2 para o Olímpia. Só que outro assunto irritou alguns. Vereadores que aprovaram recentemente o projeto de lei para que fogos com barulhos sejam proibidos na cidade, não gostara de saber que o time ao entrar em campo foi recebido com foguetório barulhento.

 

Em 16 de junho, a Câmara Municipal de forma unânime aprovou o projeto. No dia 6 de julho, o prefeito Luiz Fernando Machado sancionou a lei. Vereadores prometem fazer uma reunião para evitar que a lei sem qualquer efeito, segundo reportagem do site Jundi Agora.

 

O vereador e presidente da Câmara, Faouaz Taha, explicou que “a fiscalização de uma lei depende de inúmeros fatores, incluindo a conscientização sobre um novo hábito, ainda mais neste caso em que envolvemos questões de comportamento e cultura”.

 

Taha disse que o jogo do Tricolor no último sábado não foi o primeiro teste da lei contra rojões. “Em jogos anteriores neste ano, recebemos inúmeras reclamações da soltura dos rojões. Aprovamos a lei em junho, é mais que esperado que o fim do estampido não aconteça da noite para o dia, por isso a importância do debate sobre o tema como fiz ao longo dos últimos anos. Como vereador, fiz meu papel de criar a lei e enquanto aguardamos a regulamentação que irá decidir qual órgão será o responsável pela punição”, disse ao Jundi Agora.

 

Outro autor da lei, o vereador Paulo Sérgio Martins, divulgou um vídeo no qual vai na mesma linha de Taha. “Fiquei sabendo que houve uma queima de fogos em Jayme Cintra. Fui questionado sobre a lei. Sim, a lei existe. Mas a falha é do Executivo já que não foi regulamentada e a fiscalização não está ocorrendo. Então, isto não tem nada a ver com o vereador. Nesta terça (22), vamos nos reunir e vamos cobrar uma ação efetiva do Executivo para que a lei não se torne inócua”, concluiu.