Por Thiago Olim - Foto: Divulgação

 

Em nota oficial divulgada no começo da noite desta sexta-feira, o Santos comunicou que em comum acordo com Robinho decidiram suspender a validade do contrato firmado no último dia 10 de outubro para que o jogador possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália. A suspensão vem após matéria do Ge.com, onde traz trechos da sentença em 1º instância na justiça italiana, que condenou o jogador.

 

Também pesou o fato de patrocinadores do Santos forçaram para deixar o clube. Caso o Santos prossiga com a contratação de Robinho, os patrocinadores cogitam as rescisões dos contratos ou a suspensão dos pagamentos até que haja o julgamento em segunda instância na Itália. O vínculo de Robinho e o clube era válido por cinco meses e seria discutido em reunião do Conselho Deliberativo no próximo dia 21.

 

Em nota oficial, o Santos se pronunciou: “O Santos Futebol Clube e o atleta Robinho informam que, em comum acordo, resolveram suspender a validade do contrato firmado no último dia 10 de outubro para que o jogador possa se concentrar exclusivamente na sua defesa no processo que corre na Itália.”

 

Nas redes sociais, Robinho gravou um vídeo e também falou sobre o acordo. “Com muita tristeza no coração, venho falar para vocês que tomei a decisão junto do presidente de suspender meu contrato neste momento conturbado da minha vida. Meu objetivo sempre foi ajudar o Santos Futebol Clube. Se de alguma forma estou atrapalhando, é melhor que eu saia e foque nas minhas coisas pessoais. Para os torcedores do Peixão e aqueles que gostam de mim, vou provar minha inocência”, afirmou.

 

Robinho foi condenado em primeira instância na nona seção da corte de Milão, na Itália, pelo estupro coletivo de uma mulher albanesa. Ele recorre da decisão em segunda instância e, mesmo que a condenação seja mantida, poderá recorrer até a terceira para reverter a sentença.

 

Procurada, a defesa de Robinho no Brasil se manifestou dizendo que houve distorção e corte na transcrição dos áudios, além de divergências na tradução do português para o italiano no processo. Segundo a defesa, advogados em Milão e Roma tomarão as devidas providências.