Por Thiago Olim

 

Classificado com uma rodada de antecedência para os playoffs Série A3 do Campeonato Paulista, o Batatais não vive 100% em felicidade. A situação é bem diferente do que aparenta. Segundo matéria publicada no site Ge.com, um grupo de jogadores que representam o elenco relataram diversos problemas dentro do clube, como salários atrasados, alimentação precária, entre outras adversidades na estrutura, como falta de massagista e setor de fisioterapia. Nenhum dos jogadores quis se identificar na matéria do Ge.com

 

Um dos mais experientes do atual elenco afirmou que no retorno às atividades para o reinício da Série A3 foram realizados acordos para o pagamento dos jogadores, porém, nenhum deles foi cumprido até o momento pelo Batatais.

 

Outro ponto destacado pelos jogadores foi em relação a alimentação oferecida pelo clube. Segundo os relatos, já chegou a faltar mistura em determinadas refeições. Por fim, os jogadores também fizeram criticas à estrutura do clube. Além disso, um dos atletas também afirmou que o Fantasma não possui setor de fisioterapia e explicou que quando sofreu uma lesão, teve que realizar o tratamento por conta própria.

 

O que diz o Batatais

Ao Ge.com, a direção do Batatais admitiu que o clube passa por problemas financeiros e revelou dificuldades para pagar os jogadores. Segundo o presidente Marcos Leandro, o clube deve cerca de R$ 4 milhões em ações na justiça do trabalho, que foram contraídas nos anos de 2016 e 2017. Por conta dessas dívidas, o Fantasma recebeu da Federação Paulista de Futebol (FPF) apenas 50% da cota por disputar a Série A3.

 

O presidente também se mostrou surpreso com as reclamações referentes à alimentação, alojamento e departamento médico e, segundo ele, nenhum jogador procurou a diretoria para se queixar dessas situações.

 

Sobre os salários atrasados ele disse o seguinte. “Devemos o período da pandemia. Fizemos o acordo de pagar metade, mesmo com o time não jogando. Acordo era pagar 45 dias, mas não recebemos a cota da Federação Paulista de Futebol (FPF). O que vier de lá, passaremos para eles integralmente. O clube já teve um adiantamento dessa cota lá atrás. Mas ainda temos para receber algo em torno de R$ 27 mil. Além disso, dependemos de um processo que está em Campinas, sobre um terreno do clube, que seria vendido e repassado o dinheiro aos jogadores. Mas o terreno está com problemas em sua matrícula”, declarou.

 

Sobre a alimentação, Marcos Leandro declarou o seguinte: “No meu entendimento, eles comem bem. O que eu soube é que teve salsicha no almoço e na janta na segunda-feira. Mas reclamar, acho exagerado - disse o presidente, que também falou sobre a alimentação do time após o jogo contra o Rio Preto, em São José do Rio Preto”, disse, que ainda comentou sobre as reclamações sobre a estrutura.

 

“Achei exageradas as reclamações. Tocamos o Batatais com dificuldade, porque o clube não tem patrocínio, investidor, ficamos parados na pandemia, a cota da FPF não veio, mas conseguimos alojamento, sem custo ao clube. Eles dormem e comem bem. A insatisfação fica entre eles, aí externam para pessoas que nunca ajudaram o Batatais sequer com um pacote de arroz e aí ficam plantando coisas. Estamos reestruturando o clube, nosso estádio está interditado por causa do gramado, estamos indo atrás de arrumar o campo, correndo atrás de pagar os salários, mas pra cada boa notícia, são dez ruins que aparecem. Tem sempre alguém sabotando o Batatais”, declarou.