Por Redação Esporte Jundiaí

 

Se um gol é o ápice da felicidade em um jogo de futebol, é comum que goleadas virem motivo de festa - mas, se tratando de futebol feminino, pode haver exceções. Placares muito elásticos na categoria por vezes escancaram diferenças estruturais entre os clubes. É o caso da vitória do São Paulo por 29 a 0 contra o Taboão da Serra, pelo Paulista Feminino, na última quarta.

 

A goleada do São Paulo repercutiu e resultou em uma nota oficial da FPF, que agora estuda criar duas divisões para a competição em dois anos.

 

A Federação Paulista de Futebol planejava criar duas divisões para o Paulista Feminino já em 2021. Desta forma, seria possível profissionalizar ao menos a elite. Com a profissionalização, as exigências aumentam - é necessário, por exemplo, que todas as atletas recebam salários.

 

A contenção de danos devido à pandemia do novo coronavírus atrasou o andamento dos planos. Agora, a expectativa é de que haja duas divisões apenas em 2022. Essa ampliação do torneio já era discutida, inclusive, entre Ana Lorena e Aline Pellegrino - esta deixou a FPF para assumir o cargo de coordenadora de competições da CBF.

 

O número de clubes disponíveis também é um empecilho. Para participar do Paulista Feminino, ou quaisquer torneios da FPF, é necessário que a agremiação seja filiada à federação. Há clubes, como o Realidade Jovem, antigo Rio Preto, que possuem a licença especial para a prática do futebol feminino.