A cada novo clube o mesmo discurso. O meia-atacante jundiaiense Nenê disse no clube que atualmente defende que deseja se aposentar com a camisa daquela agremiação. Desta vez tal desejo é no Fluminense, em entrevista ao Jornal O Globo na segunda-feira.

“Estou bem feliz, penso em me aposentar no Fluminense, sim. Acredito que posso jogar mais uns dois, três anos”, declarou.

No ano retrasado a ideia era se aposentar no São Paulo, em 13 de julho, disse ao Uol, que a ideia era se aposentar no Morumbi. “Sou um cara novo ainda (risos), então não pensei nisso ainda. Mas é uma ideia. Mas ainda tem muito chão pela frente. Espero que eu possa parar depois dos 40 anos. Vamos ver se eu consigo ser um segundo Zé (Roberto, ex-Palmeiras, que abandonou a carreira aos 43 anos)”, contou na época. "Estou feliz, aqui eu realmente me senti muito bem. Então, todo mundo pode ficar tranquilo que nós vamos continuar os nossos trabalhos", afirmou Nenê naquele 13 de julho de 2018.

Dois anos antes, em 10 de maio de 2016, o jogador jundiaiense disse ao jornal Extra a possibilidade de encerrar a carreira no Vasco da Gama, clube que defendia na época. “Estou bem, feliz e não penso em sair. Já fiquei muito tempo fora - ressaltou o meia. Só se surgir algo muito difícil de se imaginar. Minha intenção é ficar no Vasco por muitos anos, quero terminar a minha carreira aqui”, declarou na oportunidade.

Só que mais antes, em 14 de junho de 2013, em uma visita ao Jayme Cintra, Nenê disse ao site Globoesporte.com na época (hoje Ge.globo) que encerraria a sua carreira no Tricolor de Jundiaí. “É minha cidade né, onde nasci, cresci. O Paulista é o clube que abriu as portas para mim nesse mundo (do futebol), para conseguir chegar aonde eu almejava, onde eu sonhava. Então nada mais justo de sempre que venho pra Jundiaí de férias, aproveito e faço uma visita no clube que me promoveu”, afirmou.

Pode-se perceber que Nenê não é forte em discurso. Gosta de prometer, mais cumprir é uma outra questão. Pois agora é o quarto clube que promete dizer a se aposentar. Será que cumpre?


Por Thiago Batista de Olim - Foto: Divulgação