Morreu na manhã desta terça-feira, aos 88 anos, o jornalista esportivo Orlando Duarte, vítima do novo coronavírus, a covid-19. O comentarista, que cobriu 14 Copas do Mundo e 10 Olimpíadas, estava hospitalizado há cerca de três semanas em São Paulo. Orlando foi diagnosticado com mal de Alzheimer, em 2019. Ele estava afastado da profissão desde 2012 em decorrência de problemas de saúde.

Conhecido pela alcunha de "O Eclético", Orlando trabalhou em diversos veículos de comunicação no Brasil. No jornalismo impresso, ele integrou as redações dos jornais O Tempo, Gazeta Esportiva, A Gazeta, Mundo Esportivo, A Gazeta Esportiva Ilustrada, Última Hora e Diário da Noite. Também passou pelas rádios Bandeirantes, Jovem Pan, Gazeta e Trianon. Na TV, Duarte trabalhou por Globo, Bandeirantes, Gazeta, SBT, Jovem Pan e Cultura.

Orlando Duarte escreveu 34 livros. Dentre os inúmeros de esporte, assunto que o acompanhou durante a vida, destacam-se romances como "O Homem que Volta" e "Os Desesperados". Em 2019, foi diagnosticado com mal de Alzheimer.

Ele foi um dos narradores do documentário Pelé Eterno, que conta a história do Rei do Futebol, um amigo e de quem se aproximou quando Pelé ainda era jogador. O jornalista também participou do Fifa Fever, DVD em comemoração aos 100 anos da entidade.

Orlando teve quatro filhos e seus netos e deixa a sua esposa Conceição Duarte.

 

Por Thiago Batista de Olim - Foto: Divulgação - Site Terceiro Tempo