Thiago Batista: Abel Ferreira é um técnico moderno e com vários modelos de jogo - Esporte Jundiaí

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Thiago Batista: Abel Ferreira é um técnico moderno e com vários modelos de jogo

Foto: Divulgação - SE Palmeiras

Abel Ferreira é jovem. Tem apenas 42 anos. É apenas quatro anos mais novo que Fernando Diniz. Só que data hoje, Abel é muito mais moderno que Fernando Diniz. Muito mais. Não é obsoleto. E não é teimoso. Tem mais de um modelo de jogo. Modelo, não esquema tático. Seus times sabem jogar tanto de forma ofensiva, tanto como de forma defensiva.


Abel Ferreira em três meses no Palmeiras conseguiu impor um time que em certas partidas joga com mais marcação mais recuada, e outros confrontos joga com marcação mais pressão, sufocando o time adversário. E quase sempre com eficiência. Diferente do Fernando Diniz que não sabe sair do seu modelo de jogo baseando em posse de bola, toque curto e muita troca de passes, mas muitas vezes sem velocidade. Marcação recuada rara.


Para mim é um ledo engano afirmar que o Palmeiras de Abel Ferreira joga com uma única forma: marca forte e joga no contra-ataque. Já vi em jogos o Palmeiras marcar pressão, roubando muitas bolas ainda no campo adversário e marcando gols. Nestes jogos, resolvendo a partida praticamente no primeiro tempo.


Contra Ceará pela Copa do Brasil e Corinthians pelo Brasileirão, ambos no Allianz Parque, o Palmeiras resolveu jogos desta maneira – não dando espaço para linha de defesa adversária sair jogando, roubando bola, e com velocidade chegando no gol adversário.


Observamos contra River Plate, fora de casa, na Libertadores, contra Atlético Mineiro, em casa, pelo Brasileirão, e América Mineiro, fora de casa, pela Copa do Brasil, o Palmeiras jogando de contra-golpe. O time bem recuado, ou como muitos gostam de dizer, com linhas baixas, mas ao roubar a bola, procurar o jogo pelos lados para sair em contra-ataque.


Também podemos observar uma versatilidade dos jogadores do Palmeiras, com bastante troca de posições. Dentro de uma mesma partida, até três esquemas táticos, que fazem até mudar a postura do Palmeiras dentro do jogo. Um exemplo foi a final da Copa Libertadores que começou no 4-4-2, mas logo variou para o 5-4-1 com marcação bem recuada, deixando o Santos com a bola. No segundo tempo, o Palmeiras mudou para o 4-3-3, com todo seu time avançando suas linhas e deixando o Peixe com menos vezes a bola. E após o gol voltou novamente no 4-5-1, para evitar justamente o Santos de trocar passes no meio-campo.  E deu tudo certo nas propostas de Abel Ferreira, como pode conferir nos gráficos abaixo.






Por isso, Abel Ferreira é um técnico moderno. Não morre na mão com um único esquema de jogo. Não é refém de um único modelo para suas equipes entrarem em campo. Se não tiver repertório, as chances de vencer uma partida diminuem. Abel Ferreira nesse quesito tem repertório e de sobra. Melhor para o Palmeiras.  

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