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Thiago Batista: Atleta profissional pode precisar de leito e não ter. Tem que parar!

Vamos pensar no seguinte cenário em qualquer modalidade esportiva profissional, não apenas o futebol. Vale também para basquete e vôlei que tem competições nacionais em andamento. Um jogador sofre uma lesão que necessite atendimento médico. Pior uma lesão grave, que ele precise ser transferido para um hospital. E a gravidade da lesão necessite que ele tenha um leito seja de enfermaria ou de UTI. E pode o atleta não ter um atendimento rápido, eficiente em virtude de os hospitais estarem com a sua capacidade acima do limite. A lesão do atleta se agravar e ter serias consequências – até levar a óbito, por causa de um aprofundamento do osso de crânio, por causa de uma dividida cabeça com cabeça por exemplo. Então o esporte profissional tem que parar também.


Não temos que pensar apenas no lado econômico do esporte, dos protocolos contra covid-19 no esporte, mas sim também na questão de saúde mesmo dos atletas. Não dá contaminação, mas de tratar uma simples lesão, que se não for resolvida de maneira eficiente e adequada, pode complicar a vida útil do atleta. Infelizmente pelo momento da capacidade hospital de boa parte do Brasil, não dá para ter esporte profissional.


Não tem que parar apenas o futebol dos Campeonatos Estaduais e competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas sim todas as modalidades esportivas, como vôlei que tem a disputa da Superliga, basquete com NBB e o início da LBF – programado para segunda-feira, só para usar como exemplo.


Esporte infelizmente tem que parar. O amador, a pelada do final de semana, já não pode mais, especialmente no estado de São Paulo que chegou a fase vermelha. O esporte profissional também. Não pelo protocolo da covid-19, que seguido à risca é bastante seguro. Mas infelizmente pelo jogo em si, já que o esporte tem risco de lesão, e uma lesão grave por causa de uma dividida, um choque de corpo, um carrinho ou até mesmo uma bolada, não poder ter o melhor atendimento por causa da capacidade acima do limite dos hospitais. Vidas neste momento precisam ser preservadas sejam por causa da covid-19, seja por lesões do esporte. Hospitais não aguentam mais receber pacientes. Esporte profissional precisa dar a lição e também parar.

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