Série A do Amador de 1983 homenageou dois políticos com nome de “grupos” - Esporte Jundiaí

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Série A do Amador de 1983 homenageou dois políticos com nome de “grupos”

A politicagem no futebol amador de Jundiaí não é exclusiva dos anos 2000, quando políticos da cidade, especialmente em tempos eleitorais procuram usar o futebol amador para fins pessoais. Nos anos 80 era ainda pior: a Liga Jundiaiense de Futebol procurava os políticos para fazer politicagem. E ficou nítida em 1983, quando a LJF em vez de nomear os grupos / chaves, com letras “A” e “B” ou números “1” e “2”, usou nomes de políticos da cidade para isso. A história foi relembrada por Odair Alviani, em grupos que procuram preservar a história do futebol da cidade no Facebook. E o Esporte Jundiaí vai relembrar.

Em 1983, 20 clubes participaram da 1ª divisão (Série A) e foram divididos em dois grupos de 10. O grupo A recebeu o nome de André Benassi, que acabará de ser eleito para função de prefeito de Jundiaí (eleição ocorreu em 1982). Na chave ficaram Continental, Brasa, Caçula, Mackenzie, Estrela Nova, Palmeiras do Medeiros, Estrela da Ponte, Mil e Quarenta, Arco-Íris, Grêmio D.J.

O grupo B recebeu o nome de Oswaldo José Fernandes, que na época era secretário municipal de educação (hoje seria gestor de educação). A chave tinha Ponte Preta da Agapeama, Cruzeirense, Águia Negra, Santa Cruz, Alvorada, Vila Cristo (não o atual), Colônia (não o atual), Ipiranga, Rio Branco e Jardim do Lago.

Os times na primeira fase jogaram entre si, dentro do grupo. Só que o regulamento tinha um fato “pitoresco”. Todos passavam para segunda fase (na época chamavam de segundo turno) e eram novamente divididos em grupos, que não tinham mais homenagens.

Na segunda fase o grupo C era formado pelos 5 melhores do grupo A e 5 melhores do grupo B. O grupo D tinha os 5 piores do grupo A e os 5 piores do grupo B. Os times jogavam entre si dentro da chave. Passavam para as quartas de final os seis melhores do grupo C e os dois melhores do grupo D. O último colocado do grupo D era rebaixado a 2ª divisão (Série B) e o penúltimo colocado jogava uma “repescagem” contra o vice-campeão da Série B de 1983.

Na terceira fase, os oito times novamente eram divididos em dois grupos. O grupo E era formado pelo 1º, 3º e 5º do grupo C e o 1º do grupo D. O grupo F era formado pelo 2º, 4º e 6º do grupo C e o 2º do grupo D. Os times jogavam dentro da chave em turno único e os dois melhores passavam as semifinais.

Ufa! Acabaram os grupos. As semifinais eram em jogo único, em cruzamento olímpico. Em 1983, se um jogo terminasse empatado havia disputa da prorrogação (2 tempos de 15 minutos) e se ainda permanecesse o empate a definição da vaga iria aos pênaltis.  As semifinais tiveram o Vila Cristo vencendo a Ponte Preta por 1 a 0 e o Palmeiras ganhando do Rio Branco por 2 a 1.

A final entre Vila Cristo e Palmeiras poderia ser em melhor de três jogos. Na época a vitória valia 2 pontos, e era campeão o time que chegasse a 3 pontos primeiro. E foram necessários três jogos para se apurar o campeão. O Vila Cristo venceu o primeiro jogo por 1 a 0. O Palmeiras ganhou o segundo confronto por 2 a 0. O campeão sairia de qualquer maneira no terceiro jogo, e o Vila Cristo venceu o Palmeiras por 3 a 1 e comemorou o seu único título na história.

Observação final: esse Vila Cristo, campeão de 1983, não tem nada a ver com o Vila Cristo que joga a Série A do Amador de Jundiaí desde 2018, já que foi fundado em 2013.


Foto: Thiago Batista

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