Completa 20 anos que o Jayme Cintra GRITOU “Bandeira” por conta de ACERTO do auxiliar - Esporte Jundiaí

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Completa 20 anos que o Jayme Cintra GRITOU “Bandeira” por conta de ACERTO do auxiliar

Em 19 de maio de 2001, Etti Jundiaí (nome na época do Paulista) e América de Rio Preto se enfrentaram no Jayme Cintra pela Série A2 do Paulistão de 2001. Era para ser um simples jogo para o Galo, mas se transformou em uma partida que foi parar apenas no noticiário do Jornal Nacional por causa de um erro de Sálvio Spínola que foi considerado pelo auxiliar Willian Zaccarias. O lance que era de gol do América para gol do Paulista foi vibrado pela torcida do Galo no seu caldeirão que gritou a plenos pulmões “Bandeira, Bandeira, Bandeira”.

O Etti era superior em campo e abriu o placar aos 28 minutos de jogo, com Vagner Mancini, após jogada individual. O meio-campista driblou o zagueiro Marcão e chutou no canto direito do gol de Willians.

O segundo gol surgiu nos acréscimos da primeira etapa, de forma polêmica. Em cobrança de escanteio a favor do Etti, aos 45 minutos, um atleta do América, colocou a mão na bola, mas o árbitro Sálvio Spinola não deu pênalti. No contra-ataque, Bilu empatou a partida.

Só que o auxiliar Willian Zaccarias ficou o tempo todo com a sua bandeira levantada e antes do reinicio da partida correu para o meio-campo para avisar do erro do Sálvio Spinola e avisar que tinha que marcar a penalidade. O árbitro voltou atrás e resolveu invalidar o gol do América e dar o pênalti ao Etti. Na comemoração do gol, a torcida além de vibrar e gritar "Gol", cantou também "Bandeira! Bandeira! Bandeira! Bandeira! Bandeira!".

Em entrevista ao Esporte Jundiaí, na pista do Bolão, em 6 de maio de 2017, Sálvio disse que aquele foi o maior erro que ele havia cometido na sua carreira como árbitro.

“Sem dúvida o maior erro da minha carreira como árbitro ocorreu aqui em Jundiaí, no jogo Etti Jundiaí e América pela Série A2. Como fiquei fora de escala naquela semana na Série A1 (eram rodada de volta das semifinais) fui escalado para apitar uma partida da A2. Era um jogo tranquilo, pois era o líder do campeonato, o Etti, contra uma equipe de meio de tabela, sem grandes pretensões, caso do América”, disse Sálvio, que na época lembrava de todo desenrolar do lance e contou com uma confissão do atleta do América.

“Foi uma jogada que começou em um escanteio e todo o estádio viu que o zagueiro do América, Camilo cortou a bola com a mão, menos eu, o que seria pênalti para o time de Jundiaí. E na continuação da jogada, no contra-ataque o Bilu acertou um belo chute e fez o gol para o América. A minha sorte que o bandeira Willian Zaccarias correu até o meio-campo para me avisar do lance. E neste meio lance, o zagueiro Camilo confidenciou que colocou a mão na bola e disse que como tinha saído o gol do América eu não poderia mais voltar atrás. Mas ele não sabia do detalhe da regra, pois ainda não havia autorizado o reinicio do jogo, e que poderia marcar o pênalti como ocorreu”, explicou Sálvio a reportagem do Esporte Jundiaí em 2017.

O que ninguém esperava era que o lance ganhasse repercussão nacional, sendo noticiado na edição de sábado do Jornal Nacional pelo apresentado William Bonner.

“O presidente do América no intervalo foi reclamar do lance. Eu perguntei se havia sido pênalti e ele disse que sim. Falei então eu acertei. Após o jogo, vou para minha casa, e estava jantando com a televisão ligada no Jornal Nacional (da TV Globo). E na parte final do jornal, o William Bonner anuncia que ia passar um lance inusitado na Série A2 do Paulistão, e foi justamente o lance do meu erro. Minha lambança ficou conhecida no país inteiro”, completou. Sálvio lembra ainda que após o pênalti, convertido pelo Etti Jundiaí.

O América não conseguiu alterar o resultado no segundo tempo do jogo e ainda teve o zagueiro Camilo expulso.

Com a vantagem, o Etti tinha facilidade para tocar a bola, mas não conseguiu ampliar o placar.

No dia seguinte, o Jornal O Estado de São Paulo conversou com o então diretor e orientador da Escola de Árbitros da Federação Paulista de Futebol (FPF), Gustavo Caetano Rogério. Para ele, Sálvio fez o procedimento correto. “Ele não confirmou o gol de empate. Ele não surpreendeu-se com a sequência dos lances. Já vi tudo ao longo da minha carreira”, declarou.

Aquele erro custou caro para Sálvio visando a reta final do Paulistão de 2001. “Eu estava cotado para apitar a final do Paulistão daquele ano entre Corinthians e Botafogo de Ribeirão (na qual foi vencida pelo Timão), e por conta do meu equivoco aqui em Jundiaí fiquei de fora da decisão. Mas o bom é que duas semanas pela Série A2 eu fui escalado para apitar um jogo do América de São José do Rio Preto, mostrando a minha competência”, disse.


Foto: Imagem extraída da Espn Brasil

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