Thiago Batista: O dia que em 10min passei três escalações diferentes do mesmo time - Esporte Jundiaí

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Thiago Batista: O dia que em 10min passei três escalações diferentes do mesmo time

Futebol amador não é igual futebol profissional. Não tem escalação na porta do vestiário 45 minutos antes, ou como nos dias atuais no grupo de WhatsApp para todos os jornalistas. Tem que perguntar ao diretor ou treinador do time qual é a escalação e os números ou ficar de olho na súmula. Já teve técnico que ficou não gostou de eu passar a escalação do adversário e não quis passar o seu time – não sou leva e traz, diga-se, pois estou para fazer o meu trabalho que é informar quem começa uma partida. E vive uma situação curiosa com o microfone da Rádio Difusora de Jundiaí em 2007 e vou contar hoje.

Foi um jogo no Romão de Souza, do Vila Esperança contra um adversário que agora a minha memória não vai lembrar. Era meu primeiro campeonato de futebol amador acompanhando. Não tinha como conhecer todos (e nem hoje consigo). A situação dita ocorreu justamente com o Vila Esperança. Pedi ao treinador do time a escalação e ele passou do tipo. “1 – Fulano, 2 – Ciclano, 3 – Beltrano, 4 – Basculho, 5 – Pedreca...” e assim foi. Passei no ar.

Começa o jogo, não tinha número 3, número 5, número 8... Pronto a merda estava feita. Perguntei ao treinador quem era quem, pois não tinha um monte de números que ele havia passado. Detalhe: ele não lembrava o nome de todo mundo. Para piorar, o mesário preenchia a súmula durante o jogo. Conseguimos uma segunda escalação, achando que era a correta, passamos e ponto. Mas se você acha que no centro esportivo não tem ninguém com rádio ouvindo a partida está engando. Tinha. E torcedor do time. E afirmou que os números não eram dos jogadores passados. Nova checagem com o mesmo treinador, que percebeu que passou uma escalação errada com nomes errados. Depois de conferir tudo e que estava certinho, foi passada uma terceira escalação no ar. Tudo isso no período de 10 minutos.

Por isso é sempre importante para o trabalho da imprensa, que se passe uma escalação pelo menos 30 minutos antes do jogo. E qualquer alteração informar a imprensa de imediato. Pois ninguém é adivinha. E é complicado falar o nome de alguém errado no ar. Pois no fundo você desprestigia o trabalho ou a técnica daquela pessoa, que por exemplo fez um gol, desarme, defesa. E ninguém que passar o nome de algum errado. Ninguém. Mas fica aqui agora mais um caso da bola com a gente.

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