Único atleta daltônico na Liga Nacional de Futsal lamenta falta de inclusão no futebol - Esporte Jundiaí

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Único atleta daltônico na Liga Nacional de Futsal lamenta falta de inclusão no futebol

O que pode ser algo simples para alguns, como diferenciar equipes em uma partida de futebol ou se o semáforo está aberto ou fechado, para Matheus Sacon virou problema em certas ocasiões. O fixo/ala do Praia Clube, equipe de futsal de Uberlândia, Minas Gerais, sofre de daltonismo, e falou ao site IG Esporte sobre como isso já influenciou – e influência – em sua profissão.

Sacon é o único jogador daltônico da Liga Nacional de Futsal (LNF) que possui o distúrbio ocular. O atleta conta que já sofreu provocações por conta da deficiência, mas que leva com naturalidade. “Já sofri brincadeiras de alguns adversários em tom de provocação, mas nunca dei bola para isso. Como sempre levei essa deficiência de uma forma leve, não é algo que me atinge”, disse o atleta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o daltonismo atinge 350 milhões de pessoas no mundo, sendo oito milhões no Brasil.

“O fato de ser daltônico nunca foi um empecilho para mim, sempre brinquei com essa situação. Quando as pessoas descobrem que sou daltônico e tem curiosidade para saber como funciona, conto sem problemas. Normalmente, elas já olham procurando objetos coloridos para eu adivinhar qual a cor. Respondo sem problema algum”, completou Sacon.

O jogador do Praia Clube diz que o daltonismo chegou a dificultar em certas ocasiões, e relembrou um episódio curioso durante um jogo de futsal. “De certa forma, acredito que o futebol é pouco inclusivo. Sei que existem alguns protocolos da FIFA em relação a esse cuidado, mas não se estende a todas competições. São ações básicas, como uma escolha melhor do uniforme que vai usar em cada partida.

Para nós daltônicos, isso faz uma diferença enorme”, disse.

Sacon afirma que o futebol é pouco inclusivo, mas que o futsal vem tomando um maior cuidado em relação a isso. “No futsal, sei que a Liga Paulista inseriu no regulamento esse cuidado dos uniformes para facilitar a visualização. Acho que as competições organizadas pela liga brasileira também irão inserir esse cuidado. Essa mudança aconteceu, pois comentei com o supervisor da equipe que atuava ano passado, que em uma partida da Liga Nacional de Futsal tive muita dificuldade em assistir, pois uma equipe jogava de vermelho e a outra de verde. Ele comentou em um grupo de supervisores e gestores, sendo um deles o presidente das ligas, que deu a importância para esse assunto. Acredito que são pioneiros nesse cuidado no futsal brasileiro”, completou.

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