No alto do pódio! Jundiaiense Alessando Tosim leva goalball ao título das Paralimpíadas - Esporte Jundiaí No alto do pódio! Jundiaiense Alessando Tosim leva goalball ao título das Paralimpíadas


Em 2012 a medalha de ouro bateu na trave ao perder a decisão. Em 2016, em casa, a frustração de não ser campeão disputando em casa. Mas quem sonha e batalha nunca desiste. Alessandro Tosim, homem nascido em Jundiaí, é o sinônimo de persistência. Ele tinha um sonho: ver seus meninos no lugar mais alto do pódio do evento mais importante do esporte paralímpicos. E conseguiu nesta sexta-feira, depois de 10 anos de batalhas. O comandante da seleção brasileira masculina de goalball se tornou um treinador campeão paralímpicos.

A seleção masculina derrotou a China por 7 a 2 na decisão dos Jogos de Tóquio e conquistou a primeira medalha de ouro da modalidade em Paralimpíadas. Os rapazes já tinham ganhado a prata em Londres 2012 e o bronze na Rio 2016.

A caminhada do goalball brasileiro até essa medalha passa muito pelo trabalho da comissão técnica capitaneada por Alessandro Tosim, também treinador do Peama, projeto de Jundiaí, que assumiu o trabalho em 2009. A partir de 2011, ano do primeiro título internacional da equipe – o Parapan de Guadalajara, no México –, ele levou o Brasil ao pódio praticamente todos os anos.

"Isto é resultado de muito trabalho. Esses moleques se dedicaram 24 horas por dia nesse ano todo para chegar nesse pique. A gente mostra o quanto o goalball brasileiro é forte, o quanto fomos evoluindo ao longo dos anos, e vemos que não estamos no topo do mundo à toa, não. É porque teve muito trabalho, empenho e amor pela modalidade", frisou Tosim. "Em 2012, perdemos uma final paralímpica. E eu tinha dito para mim mesmo que, se Deus nos desse a oportunidade de disputar outra final, a gente jamais iria perder novamente", falou ao site da CBDV (Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais), emocionado, lembrando-se da derrota para a Finlândia (8 a 1) nos Jogos londrinos.

Dois dos atletas que estiveram com Tosim em quase toda essa jornada não esconderam a satisfação em concluir um ciclo com o ouro no peito. "Estamos indo para casa com o nosso sonho realizado, a medalha que buscamos há tanto tempo. É um presente para nós e para toda a nação brasileira", falou o pivô Zé Roberto, de 40 anos. "Conseguimos conquistar a tão sonhada medalha de ouro. Estamos muito felizes com essa conquista. Obrigado pela torcida", emendou Romário, de 32.