Thiago Batista: Paulista não pode sofrer um gol com 10 JOGADORES na sua área - Esporte Jundiaí Thiago Batista: Paulista não pode sofrer um gol com 10 JOGADORES na sua área

O Paulista sofreu mais um gol que foi de origem de bola parada. Um gol quase idêntico ao que sofreu em Caieiras. Com um agravante... No momento que levou o gol, o Tricolor tinha dez jogadores na sua área. DEZ ATLETAS DEFENDENDO O GOL, como se observa na foto 1, que abre essa matéria. Eram nove atletas de linha e o goleiro. Apenas Miqueas não estava na grande área. Ou melhor dizendo, era quase o único que não estava na pequena área. Detalhe, que pode ser observado na foto 2: apenas cinco jogadores do Flamengo estavam na grande área.

O primeiro ponto: o goleiro Gustavo Belli tem ZERO CULPA no gol sofrido. Ele fez o mais difícil. Socar a bola e tirar ela da grande área. Ele não tem culpa que a bola sobrou fora da grande área onde não havia nenhum marcador. Também a culpa não pode ser Miqueas por ser o único jogador fora da grande área. Porque? Pois ele estava posicionado para puxar o contra-ataque.

Esse gol não tem um jogador culpado. O tento sofrido tem uma culpa coletiva. É DO SISTEMA DEFENSIVO DE BOLA PARADA. Não é culpa da zaga. É culpa do sistema defensivo da bola parada, onde todos os jogadores do time participam – sejam zagueiros e laterais, mas como também meio-campistas e atacantes. Como se um time marca muitos gols em jogadas de bola parada os méritos são do SISTEMA OFENSIVO DE BOLA PARADA, onde podem e devem participar também meio-campistas, laterais e zagueiros e não apenas atacantes.

Na foto 3 é possível que o Paulista no observar que segundos antes da cobrança, o Paulista está com nove jogadores na área. Igor Cursino está com seu marcador fora da área, mas quando o atleta do Flamengo entra na área ele acompanha junto, como se pode observar na foto 4.

O Paulista nas bolas paradas opta pela marcação mista – alguns jogadores marcam atletas individualmente e um ou dois marcam a bola.

Na foto 5 se observa, quando Belli soca a bola, Arian é o único jogador do Flamengo fora da grande área. Só que o Paulista não tinha ninguém próximo dele. O mais perto era Dudu, que fazia a marcação a Justino, que batia escanteio. O 2º marcador mais próximo era Fabrício, no máximo dois passos fora da pequena área. Nenhum jogador do Paulista estava perto da marca do pênalti para se ter uma ideia.

Na foto 6 é possível observar que o Dudu é que tenta chegar próximo de Arian, mas ainda está 3 metros longe do atacante do Flamengo. E o restante dos atletas do Galo está praticamente todo agrupado e longe de Dudu.

Somente na foto 7, quando a bola já está no fundo das redes do Galo, se observa que o sistema defensivo do Paulista em lances de bola parada está mais espalhado dentro da grande área, mas Fabrício ainda continua dentro da área.

Agora peço atenção para a foto 8, que é do gol sofrido em Caieiras, contra o Colorado. Foi o 2º gol do jogo. Também em jogada de escanteio. Eram nove defensores do Paulista na grande área. E ninguém pegou o rebote. Nem mesmo o único jogador que está fora da área ajuda na marcação.

Só que na foto 9 podemos contar que o Colorado tinha seis jogadores no lance dentro da área. 

E quem pega o rebote e faz o gol: o único jogador que estava fora da grande área, Poti, que sequer foi marcado como deveria pelo único atleta do Galo fora da área - o que acabou sendo um lance mano a mano - pode ser observado na foto 10.

E sabe qual é as duas diferenças do gol sofrido contra o Colorado, para o gol sofrido em Guarulhos: o goleiro, pois era Belli no tento sofrido contra o Flamengo e Gabriel no gol levado em Caieiras. E o treinador: pois era Ricardo Chuva o comandante do Tricolor na derrota para o Colorado e neste sábado contra o Flamengo que dirigiu o Paulista era Baiano.

Ou seja, o Paulista mudou treinador, mas os erros do sistema defensivo de bola parada continuam. E possível corrigir. Ao meu ver, não precisa de tanta gente para marcar o time adversário numa bola parada. Não precisa de dez. Se eles colocarem cinco jogadores, sete é suficiente – sempre dois a mais. Se forem seis, coloca oito. Porque? Para ter jogadores na entrada da área, para ganhar a chamada segunda bola. E ganhando o popular rebote, pode nascer um gol. Pois muitos gols no futebol de hoje nascem em jogadas defensivas, que terminam também em lances ofensivos.

O futebol é um esporte cada vez mais coletivo. Não estamos aqui apontando o errado do lance. Não teve um culpado. O erro não “é da zaga” como muitos gostam de apontar em lances assim. Ocorreu um erro coletivo total do Paulista. Algo que pode ser corrigido com treinamentos. E tempo existe – apesar do calendário de dois jogos a cada semana a partir de agora, lances assim existe tempo para serem corrigidos.

Pois um erro assim em um próximo jogo, pode custar uma classificação, um acesso ao Paulista...